terça-feira, fevereiro 07, 2012

Um pouco da História da Milícia de Santa Maria

D. Gérard Lafon, OSB - Fundador da Milícia de Santa Maria e a
Carta de Ereção Canônica da MSM, em Chartres - França.

Militia Sanctae Mariae, Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria, também foi conhecida por Ordem dos Cavaleiros de Santa Maria, instituição católica fundada em 1945, posteriormente erecta canonicamente na Cripta da Catedral de Chartres (França) na vigília do Natal de 1969, pelo Bispo Diocesano, Monsenhor Roger Michon. O fundador, falecido no dia 31 de outubro de 2010, foi D. Gérard Lafond OSB, que na altura da fundação era estudante, tendo posteriormente professado como Monge Beneditino da Abadia de S. Wandrille. Na altura da fundação, D. Lafond teve todo o apoio do Abade da que viria a ser a sua Abadia, Dom Gontard.

Militia Sanctae Mariae, até 1972 definia-se como uma Ordem de Cavalaria, mas a pedido da Santa Sé, o XV Capítulo Geral, celebrado em Chartres naquele ano, decidiu que a MSM se definiria e apresentaria a partir daquele como uma “Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria”, sublinhando que não pede para si própria nem títulos, nem distinções, nem honras, nem privilégios. Simples associação de fiéis, deseja fazer reviver nos seus membros, por meio de observâncias espirituais, ritos, estudo e atividades aprofundadas, o verdadeiro espírito da cavalaria ao serviço da Igreja.



Primeiros Passos na Militia Sanctae Mariae

Materiais da MSM vindos de Portugal
Blog Novus Miles foi criado com a intenção de ser um contínuo relato da vida e ações da Militia Sanctae Mariae no Brasil, bem como o meu caminhar nesta via e no ritmo que a Regra nos imprime, que é nada mais do que amar a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja por meio do serviço que prestamos humildemente à Nossa Senhora, Nossa Mãe e Suserana.

Antes de querer trilhar por esta rica via da Igreja, foram muitas as conversas com o meu amigo Michel Pagiossi, grandemente entusiasmado com a identidade da Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria. Entrou em contato com um senhor cheio de vida e espírito que com toda a humildade do mundo procurou esclarecer-nos com grande honestidade o que era a MSM, suas origens, a sua identidade, o seu papel nos caminhos da Igreja. Tratava-se do sr. Cavaleiro e Provincial Carlos Alberto Aguiar Gomes, morador da Cidade de Braga, autor de livros e um extremo apaixonado pela desenvolvimento da fé e da verdade católica em toda a sociedade, ou seja, uma sociedade fundamentada na caridade e na fraternidade dos Santos Evangelhos de Cristo, ou seja, um soldado pronto a lutar para "alargar cá na terra as fronteiras do Reino de Deus".

Esta imagem acima são dos materiais que recebemos por aqueles meses do ano de 2012, pelos quais tivemos um contato muito intenso com os Ritos da MSM e principalmente com a sua Regra, que hoje a chamamos de nossa Regra. 

Preciso comentar que a Regra da Militia Sanctae Mariae, no momento em que eu a li pela primeira vez e a li com cuidado, me representou algo muito mais importante do que escolher um modus vivendi, um modus operandi nos caminhos da Igreja, mas uma providência divina, alcançada pelas mãos da própria Virgem Maria, que olhou para este pobre filho pequeno e pecador e nos concedeu um caminho de renovada fé, esperança e caridade. 

Antes de tudo, me oriento por isso, que mais do que alcançar a Regra, ter o sentimento de que ela me alcançou, por mandato de Nossa Suserana e Rainha, que compadecendo-se de mim, quis buscar-me e salvar-me por meio dos Caminhos da Milícia de Santa Maria.

Tudo para a maior honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pax et Fides!

João Batista Passos


Militia Sanctae Mariae

sábado, agosto 06, 2011

O principio da igualdade



Posted on 02 julho 2011
Por João Batista Passos


Por estes dias, conversando com um advogado e professor de direito, questionei a legalidade da decisão do STF sobre as uniões homoafetivas, que para mim, como lhe apresentei, é de uma ingerência absurda em país democraticamente organizado, pois há aqui poderes distintos do Estado de Direito, que acredito não precisar citá-los.

Ele com toda a sua experiência adquirida na lida com as leis, me disse que o STF fez correto, pois a constituição brasileira não possui uma leitura estrita de seus artigos e que subjetivamente, um direito possa ser interpretado de forma a expandir isso a todos e baseou-se no principio da igualdade para defender a validade da decisão do STF.

Questionei-lhe sobre a objetividade do artigo da CF, na qual reza que “para a proteção do Estado, reconhece-se a união estável entre um homem e uma mulher” e que a lei além de ser clara, cristalina, objetiva e restritiva, mesmo assim um poder, que não seja aquele que legisla, poderia ocorrer em tamanha fraude da leitura de uma artigo que mais direto impossível.

Ele retornou  que o principio da igualdade supera a lei, que não pode ser lida de maneira pétrea (olha o relativismo aqui). Ele disse também que as leis mudam conforme a sociedade muda e que este direito deve sim ser reconhecido pelo principio da igualdade e disse que o que não é proibido é permitido.

Concordei com ele, pois não conheço ninguém que atiram pedras em pessoas do mesmo sexo por conviverem juntas, podem não contar naturalmente com o apoio de grande parte da sociedade, mas que a mesma sociedade que não apóia também não se opõe a isso por ser decisões pessoais de outros e isso caracteriza claramente que o Brasil não possui em si uma natureza homofóbica como tentam pintar, pelo contrário, o brasileiro desde séculos passados é um exemplo para todo o ocidente, onde reconhecendo valores morais são capazes de reconhecer o valor das pessoas em diversos estados que se encontram.

Continuamos a conversa e voltei a questionar sobre a objetividade do artigo da CF, que defende a união heterossexual, não era demasiadamente objetiva para propor princípios de igualdade e reafirmando que esta lei tão absurdamente límpida, não deveria ser tratada apenas pelo poder legislativo, defendendo aqui as ordem das instituições nas quais este país se organiza e citei que o mesmo assunto havia sido tratado na Corte Francesa e que lá a resposta foi que o poder judiciário não tem competência para tratar deste direito e que isto era de competência do poder legislativo da França.

O advogado concordou comigo que este assunto deveria sim ser tratado na Câmara e Senado, mas que isso já estava lá por muitos anos e que o processo lá não se desenrolaria muito fácil, que estas decisões lá são muito agarradas. Ele também me disse que devemos colocar a compreensão moral dos fatos de lado e partir apenas para a questão do direito. Resumindo,  a questão foi decidida no STF pela carteirada dos Ministros do Supremo, de maneira parcial e apressada, consolidando os riscos de  um precedente perigoso para a democracia.

A opinião dele de que “se deve colocar a moral de lado” e partir de uma leitura direta das leis é um tanto quanto inaceitável, pois as leis são boas na medida em que reconhecem os direitos naturais e o espírito moral das coisas, se isto simplesmente é colocado de lado a lei pode se tornar perniciosa, errada e seus resultados serão maléficos a todos aqueles que as leis deveriam proteger. Ou seja, o conceito moral pelo jeito não deve fazer parte do processo das discussões das leis neste país, conforme o STF e o advogado, mesmo assim, conhecendo a tática de quem defende o indefensável, eu aceitei a proposta de colocarmos a moral de lado.

E continuamos a nossa conversa, muito saudável e respeitosa por sinal, mas a decisão do STF continuou baseada no principio da igualdade. Nestas condições um conhecedor do direito ganha milhas de vantagens sobre um leigo, porém, como em um jogo de xadrez, onde adversários elegantemente se enfrentam, resolvi um último lance naquela conversa, questionei ao advogado se a natureza da união entre homem e mulher não era substancialmente e em essência diferente da união entre pessoas do mesmo sexo, continuei questionando sobre a finalidade e repeti mais de uma vez sobre as diferenças essenciais entre os dois tipos de união não seria suficiente para argumentar que não se aplica a esta questão o principio da igualdade pregado pela mesma constituição.

Ele olhou para os lados, como que querendo olhar para esta possibilidade, mexeu a cabeça e disse “é…!?”. A conversa acabou por ali, como em um jogo de xadrez.

sábado, julho 30, 2011

Eu poeto sim

Se eu não fosse poeta, me obrigaria a sê-lo.
Mas eu sou, logo, não me obrigo a isso.
Não sou poeta por ser bom,
Sou poeta por me ser doce pescar palavras.

segunda-feira, julho 11, 2011

sábado, julho 09, 2011

Poesia as 6, quase 7

Nao era para acordar agora, hoje é sabado, dia de descanso.
Andei so e pensandp, o que realmente pauta a vida da gente.
Medir o mal de cada dia é possivel,
Mas medir o mal das pessoas nao.
Medir o bem de cada dia nao é possivel, mas das pessoas sim, é possivel.
Perdemos nossa medalha, ha tempos a perdemos.
Ser persistente, pois mudam os atos, nao o fim.
Empunhar a bandeira de ser quem somos, voltar a velha esperanca, que por ser unica é nova, possiv.
Barganhemos pertences, mas antes o mal pelo bem.
Se hoje dia amanheceu é porque ainda temos alguma chance.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Reordenando as coisas...

Reordenar as coisas é preciso.

Eu preciso passar por um processo de reorganização das minhas coisas. Por isso, estou iniciando esta reordenar, ou reorganizar, o que melhor convier, pelo meu mais antigo blog que ainda está em atividade. O Blog do JB volta a ser um blog pessoal e passarei a utilizar novas ferramentas em prol do PRO CATHOLICA SOCIETATE.

Vou listar aqui a forma como me organizo na net.

Mantenho o Apostolado Sociedade Católica como meu principal projeto como Católico e como ser humano, crendo que estas duas realidades minhas são uma única realidade, pois o meu ser humano nasceu, mais ao 24º de vida tornou-se Católico pela graça de Deus, através das portas do Sacramento do Batismo.

O Ventania.org retoma a sua linha de origem, de ser um Sítio Católico voltado para a realidade local de minha Paróquia e minha cidade. O problema é que tenho viajado muito e não estou tendo tempo de acompanhar mais de perto os acontecimentos que aqui acontecem. Paciência.

Através do Ventania.org foi criado o Blog do Ventania.org, que ontem mesmo, quando eu tive um pouquinho de tempo, dei uma ajeitada mais ou menos nele, para poder assumir algumas funções dentro desta minha reorganização do Apostolado via internet. Ele assume uma caracterítica de mostrar a forma de pensar que a Fé e a moral Católica nos convida a pensar frente a um mundo tão deformado em matérias de consciência e valores. Por causa do Blog do Ventania.Org eu retomei o Blog do JB como pessoal.

Por fim, mesmo não sendo um projeto meu, mas de um amigo meu, que eu em minhas deficiências, sempre que posso estou lá dando palpites, o Movimento Litúrgico, que para mim é um dos Apostolados mais úteis que temos sobre liturgia pela Web.

Quem sabe eu me organizando com todas estas ferramentas e me reabilitar em escrever mais, pois uma hora é preciso deixar de criar estruturas e pensar em conteúdos úteis, que possam edificar a mim e a quem venha a ler. importante mesmo, que com tantos contra tempos, eu possa reorganizar as minhas coisas e reordenar em compromissos com a Igreja.

Portanto, como este Blog se retorna ao personal side of the JB, ele também deixa de ter seus feeds publicados nas sociais Twitter e Facebook. Creio que o mundo perdeu muito pouco com isso :p

E ainda estou pensando o que vou postar no meu 500º no primogênito Pastoralis...

Que mais, que mais?! Bom, vou indo e inté!

Paz e Fé!

João Batista.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Bento XVI - Verbum Domini (2010)


Exortação Apostólica
Sobre as Sagradas Escrituras
S.S. Papa Bento XVI
“Redescobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida pessoal e na Igreja, a urgência e a beleza de anunciá-la para a salvação de toda a humanidade como testemunhas convictas e críveis do Ressuscitado”. Bento XVI
(Clique no brasão pontíficio para acessar a Verbum Domini, direto do sítio do Vaticano)
Arquivo em PDF - 208 páginas

quinta-feira, agosto 19, 2010

Em que consiste a Fé Católica: A Pessoa de Jesus

Por João Batista Passos



A Fé é mais do que um sentimento humano, é uma adesão do homem em relação ao seu Criador e um comprometimento com os seus desígnios e à sua Revelação. A Fé Católica consiste totalmente em crer nas Palavras de Jesus, crer e seguir esta pessoa que viveu entre nós, sendo um de nós, que em tudo era como nós, com exceção no pecado (Cf. Hb II, 17).


Então a nossa fé não é algo vindo apenas de um desejo do homem de se voltar rumo ao seu criador desconhecido, mas é a adesão da busca empreendida pelo próprio Criador de se revelar e de nos encaminhar a nossa plena realização. Ele nos criou e Ele nos indica como devemos proceder para que Nele encontremos o nosso fim último, a nossa plena realização e a nossa plena liberdade.

Resumindo, devemos compreender que a nossa fé é a adesão das Palavras reveladas pelo próprio Deus. A Fé católica consiste em uma pessoa, o Kyrios, o Cristo, o Messias, que afirmamos com o coração todo, ser Jesus Cristo de Nazaré, Filho de Deus, nascido do ventre da Santíssima Virgem Maria, descendente de Davi, Rei e Salvador, Senhor de todas as coisas (Cf. Mt XVI, 16).

Por isso, a Fé não é um sentimento pessoal que ganha contornos conforme nossas conveniências e se trata de adesão a Fé proclamada pela Igreja. A Igreja acolhe a Revelação contida nas Sagradas Escrituras, na Sagrada Tradição e nas determinações provenientes do Sagrado Magistério, instituído pelo próprio Cristo, na pessoa dos Apóstolos e seus sucessores, sobretudo na pessoa do Apóstolo Pedro, chamado a confirmar os irmãos (cf. Lc XXII,32) na Fé e aos seus sucessores, os Papas.

Se já falamos que a nossa Fé é a adesão as Palavras Divinas e principalmente as que foram reveladas pelo homem Jesus, pois se tratam da plenitude da Revelação e confirmação de todo o Antigo Testamento, agora precisamos compreender este Homem, quem é Jesus ao qual depositamos toda a nossa Fé, toda a nossa confiança.

Seria impossível ser Cristão se não pela adesão da nossa Fé e razão ao que Cristo vem nos dizer, nos revelar do Pai (Jo I, 18). Então, fica-nos a pergunta: Quem é este Jesus, Filho de Maria, em quem eu deposito toda a minha esperança?

Passamos agora a mergulhar em um horizonte novo, em uma compreensão completa do sentido de nossa existência, vamos além da esperança e passamos a pisar em fatos concretos da proximidade e cumplicidade de Deus em nossa existência, em nossa caminhada rumo ao Bem Eterno, da plena realização do que podemos chamar vida, mas muito mais que apenas vida, mas sim vida em abundância (Jo X, 10).

Então, para confiarmos em Jesus e Nele depositarmos todas as nossas forças e fraquezas, alegrias e sofrimentos, enfim, o nosso respirar e o nosso viver, precisamos compreendê-lo de forma inequívoca e isto se dá de maneira dinâmica e permanente, não adianta querermos compreendê-lo apenas estudando ou lendo sobre Ele, mas é preciso que a cada dia nos relacionemos com Ele, pois Ele abre a nós esta possibilidade (Lc X, 22). Se nos abrirmos a Ele, então o compreenderemos, mesmo que se não de forma completa (pois se trata de um Mistério maior que a nossa capacidade de compreendê-Lo integralmente), o conheceremos e então, com o coração cheio de vigor e coragem poderemos afirmar a verdadeira face de Jesus ao mundo, ao nosso próximo (Jo XV, 26).

Jesus é verdadeiro homem. E assumindo a nossa humanidade em tudo ele é igual a nós. Porém Jesus, como dissemos, assume a nossa inteira humanidade, mas Jesus, o Verbo de Deus já existia antes da criação do mundo, por Ele o mundo foi criado e sem Ele nada foi feito. Ele é a Luz que ilumina a nossa vida (Cf. Jo I) e muitas vezes a tratamos com indiferença e até desrespeito, então, logo não poderemos conhecê-lo, ouvi-lo e muito menos seguir no Caminho, na Verdade e na Vida, que Ele nos propõe seguir, sendo Ele mesmo o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo XIV, 6).

Jesus é verdadeiro Deus, conforme o texto do Credo Niceno-Constatinopolitano. Portanto, as Palavras de Vida Eterna (cf. Jo 6,68) que Jesus nos diz derivam não apenas de um entendimento das coisas divinas, mas de Nele estar contido todas as coisas divinas. Jesus é Deus.
Jesus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Esta é a nossa profissão de Fé, na qual devemos avançar em compreensão. Profissão de Fé esta inalterada, intacta desde os princípios, portanto não descuidemos de compreendê-la, recorrendo a Fé e a nossa própria razão, que certifica que a nossa Fé não é inválida ou vã. Pois se não nos sentirmos tocados por e para esta realidade divina de Jesus, nunca poderíamos chamá-lo de Cristo, Senhor, Filho de Deus, Salvador e Rei.

Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A esta realidade da pessoa de Jesus chamamos de Hipóstase, Dogma de Fé, compreensão irrevogável da natureza de Jesus. Sem esta compreensão, a Fé Cristã se resumiria em mais uma teoria religiosa e não uma experiência de fato e tangível do Divino com o humano. Jesus é uma única pessoa com duas naturezas, completas, únicas e inseparáveis. Isto explica duas coisas, uma a pessoa de Jesus é adorável, por isso os reis do oriente que seguiram a estrela, ao encontrá-lo em um presépio se ajoelharam e O adoraram (Mt II,11).

Outra é que Maria é sim, Mãe de Deus, pois seu Filho Jesus é Deus, Filho de Deus e que existe desde sempre. Jesus, Filho de Maria é o Verbo encarnado em seu ventre e ao mesmo tempo um de nós no ventre de Maria, sem perder a sua essência divina Ele é concebido como homem.

Maria, Mãe de Deus. Nisso também consiste a nossa Fé. Maria recebe o título já na era primitiva da Igreja de Theotokos, ou seja, Mãe de Deus. Afirmamos com Fé firme nisto, não com a intenção de aumentar as glórias de Maria (a ela foram atribuídas as honras por parte do próprio Deus), mas nos faz sim, compreender o maravilhoso Mistério da encarnação. Maria encontrou graça diante de Deus, Maria transborda da Graça Divina (Lc I, 28), é a Arca de Deus, é a escolhida, a eleita e merece todo o nosso amor, toda as nossas honras, como seguindo verdadeiramente o 4º Mandamento da Lei de Deus.

Para confirmarmos isto, de forma Bíblica, basta ouvirmos a saudação de Isabel, sua parenta ao dizer com um maravilhoso e inequívoco impulso “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Cf. Lc I, 42-43)

Não é de menos importância entrarmos no Mistério da Encarnação com vistas na participação fiel e obediente da Santíssima Virgem neste Mistério da Salvação. Se obscurecermos o papel de Maria, sem dúvida resultará num obscurecimento da pessoa do próprio Cristo. A Revelação não se resume nas Palavras de Jesus, mas se fundamenta na pessoa inteira de Jesus. Jesus é o Verbo Divino, a Palavra de Deus encarnada, a Palavra personificada em nós, entre nós. Por isso, é preciso caminhar com Maria, é preciso ir até ela para que compreendamos no que consiste a Fé Católica na pessoa de Jesus Cristo.

Em Maria, o Verbo de Deus se faz homem, um de nós, é Deus conosco. Este um de nós, no ventre de Maria é a nossa única esperança, única possibilidade de alcançarmos a redenção e a liberdade para a qual fomos criados. Por isso, podemos pensar que Maria cuida de cada um de nós Cristãos, cuida da nossa redenção, carrega o Justo em seu ventre maternal, puro e imaculado e nos relaciona com Ele.
A nossa Fé consiste em seguir os passos e ouvir as Palavras do Filho de Deus e de Maria.

A Santíssima Trindade

Deus é uno e Trino. Eis o Mistério da Santíssima Trindade. Um Deus em pessoas três. Aderir a este mistério da Fé é um fundamento basilar de tudo o que temos conhecido, vivido.
“Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível. Todo-poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três pessoas mas uma só Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples.” (IV Concílio de Latrão)

Pequena e última reflexão

Bom, passamos rapidamente pelo que consiste a adesão da Fé. Agora paremos um instante e façamos uma reflexão. Jesus é o ponto de partida e de chegada da minha Fé Católica? Ele realmente tem sido o centro das minhas buscas por aumentar a minha Fé, amadurecê-la a ponto de sentir-me alimentado por ela?

É bem verdade que neste pequeno espaço e tempo em que desejamos passar um mínimo dos fundamentos da Fé Cristã, única e santa, não foi possível entrar em tantos outros pontos fundamentais de nossa Fé, mas desejamos que este texto possa significar um pouco de tudo o que é maravilhosamente lindo da Fé que salva. Tudo o que cremos e professamos origina-se e tem sua completude em Jesus Cristo, princípio, meio e fim. Tudo está fundamentado em Cristo. A vida, o amor, a justiça, o perdão, a Fé.

“Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza.” (II Cor VII, 9)


Para Citar:



Passos, João Batista. Apostolado Sociedade Católica: ”Em que consiste a Fé Católica: A Pessoa de Jesus”. Apostolado Sociedade Católica. Disponível em http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=501 Desde 29/06/2009.

terça-feira, agosto 10, 2010

Fora uns dias...

Ainda estou em Mucuri na Bahia, aguardando o término das reformas do Forno de uma indústria de celulose e papel. Apesar do clima muito bom, tempo disponivel durante o dia, já que estou trabalhando a noite, somente hoje, depois de 10 dias fui a praia que deve ficar a uns 100 metros de onde estou.

Mas o que valeu mesmo a pena foi ter ido a Santa Missa no Domingo, uma celebração bastante simples, mesmo apresentando alguns dos vícios litúrgicos vistos na maioria das Paróquias do Brasil, senti que foi uma bela Celebração do Santo Sacríficio do Altar. Com muita simplicidade a Missa foi conduzida pela Sacerdote e também com simplicidade assistida pela Assembleia, que não rezava junto com o Padre. Tive um tempo bem curto com o Pároco daqui na quinta-feira passada, quando estava exposto na Igreja o Santíssimo. Um padre bastante jovem e quase recém-formado, na rápida conversa se mostrou um verdadeiro Sacerdote vocacionado, ao mesmo tempo humano demais e aberto totalmente ao Sacerdócio e ao polimento da alma para este mesmo ministério. Deus seja louvado pelos simples de coração.

Paz e Fé!