Passou o Natal. O Natal é um ato inequívoco de amor de Deus para conosco, pecadores... veja, não o recebemos, não acolhemos a sua Santíssima Mãe e o seu Castíssimo Pai, José... eram pessoas simples, era uma mulher grávida e seu esposo cumprindo o seu papel cívico em uma cidade distante. Não recusamos acolher um Deus Salvador, recusamos a receber uma mulher, seu esposo e um bebezinho recém-nascido, como tantos outras famílias, como tantos outros bebês nascidos já em exílio... exilado de uma comunidade que insiste em realçar que está tudo bem.
O escândalo parece estar em não termos recebido Jesus, o Filho de Deus, mas não, o escândalo está em não recebermos uma criança recém-nascida ou a sua ainda grávida. Quantas vezes este escândalo se repete e há de se repetir. Somos ainda insensíveis aos menores irmãos nossos, somos ainda bastante insensíveis a causa dos que mais precisam de nós.
O Natal é uma bela festa, sem dúvida... o amor de Deus nos contagia inexplicavelmente, mas o Natal não deixa ainda de ser um escândalo... não por não termos acolhido o Filho de Deus e Salvador do Mundo... mas por não termos acolhido uma mãe, o seu esposo e uma criança que nasceu como qualquer outra criança... se soubéssemos que era o Filho de Deus... o acolheriamos... ou não, pois qdo alguém soube disso, mandou persegui-lo...
Não podemos também aqui, materializar apenas o sentimento de culpa, não é esta a intenção, pelo contrário, é lembrar de que devemos estar mais aberto ao próximo, em favor sempre da vida e nunca da morte ou da indiferença... estamos ainda indiferentes, não digo com relação as famílias que necessitam de nós, mas estamos indiferentes às nossas próprias famílias.
Jesus não precisa de aduladores, quem sabe eu já fui assim, isso cansa a nós e a Ele. Jesus precisa de ser acolhido, ser acolhido nas outras crianças, no nosso próximo.
Todos tem necessidades especiais, todos e não somente os mais pobres e miseráveis, todos precisam de amor e de carinho, esta palavra, carinho, ao meu ver é a mais sensacional forma de amor. Há quem tem tudo mas não tem um sorriso sincero, há quem não tem nada e está pleno de confiança e alegria do Senhor... talvez o mais pobre já tem tudo e o mais rico não tenha nada. Estou usando este contraste, mas não nos apeguem a este exemplo, pois todos precisam um dos outros, e inclusive nós precisamos, porém, muitos de nós tem que procurar estar firme em Deus, não para ser perfeito, mas para poder ajudar o próximo a ter pelos nossos sorrisos, gestos e palavras a alegria de Deus... mais do que nós precisamos receber, nós precisamos levar a alegria de Deus...
quinta-feira, agosto 13, 2015
Não parece, mas eu também quero o mundo...
A verdade é que certos ímpetos do ser humano, mesmo que lutemos contra, nos arrasta levemente ou não para a contemplação de sentidos próprios ou externos e que nos fazem ir arraigando neles, por isso, não basta dizer que "não quer as coisas do mundo", é preciso vigiar, usando termos mais novos, é preciso monitorar os nossos sentidos e saber se eles estão já com diversas raízes, ramificações de sentido de poder querer muito de algo do mundo.
As vezes nos apegamos e nem percebemos e descuidamos, e quando se observa, estamos admirados com bens externos ou com sentidos próprios. Querer o mundo não significa querer ter bens materiais ou riquezas e poder, pode ser querer ter um mundo a sua volta que "lhe permita" ler todos os livros do mundo (ou ouvir todas as músicas do mundo), ou querer que as ideias próprias acumuladas sejam escritas e publicadas e divulgadas (como este post agora)...
Estar apegado as coisas do mundo, mesmo nas que se demonstram mais singelas e puras, como cuidar paranoicamente de flores e não aceitar em hipótese nenhuma que alguém nelas pise sem querer e que tome tempo ou gere preocupações que nos faz abandonar algo, pouco ou muito a nossa volta. É dizer que "isto" ou "aquilo" é a minha vida.
Deus disse que Ele é a nossa vida e que a partir deste amor amassemos ao próximo como a nós mesmos. As vezes amamos mais as coisas, mesmo que pequenas e que parecem inofensivas, mais do que a Deus, mais do que a nós mesmos e não nos permite amar livremente e com maior vigor o nosso próximo.
É preciso, não digo destituir todas as coisas, mas começar a dar a elas os seus devidos lugares, vigiar melhor os nossos sentidos internos e externos, lutar para sentir um pouco mais do mundo da pessoa que está a nossa volta e não querer que isto ou aquilo que intitulamos de "nossa vida" não supere o sentir da vida pulsar em nós, no nosso próximo e em tudo o que está a nossa volta.
É preciso estarmos atentos, um pouco mais livres e conscientes de que devemos estar de prontidão para ajudar o nosso mais próximo, ser forte e livre o suficiente para amarmos a Deus verdadeiramente, em espírito e em verdade, amarmos um pouco mais a nós mesmos (amarmo-nos em nosso íntimos, sermos mais íntimos e confidentes de nós mesmos) e desprendido ao ponto de termos forças para agir em favor do próximo (e agir com alegria...).
Amar a vida com tudo o que ela nos oferece, amar os rios, as árvores, as flores, as poesias, as músicas, leituras, histórias e causos, animais e hobbies favoritos, mas de modo que tais não suplantem o desejo de felicidade que há em nós e nos leva a Deus.
As vezes nos apegamos e nem percebemos e descuidamos, e quando se observa, estamos admirados com bens externos ou com sentidos próprios. Querer o mundo não significa querer ter bens materiais ou riquezas e poder, pode ser querer ter um mundo a sua volta que "lhe permita" ler todos os livros do mundo (ou ouvir todas as músicas do mundo), ou querer que as ideias próprias acumuladas sejam escritas e publicadas e divulgadas (como este post agora)...
Estar apegado as coisas do mundo, mesmo nas que se demonstram mais singelas e puras, como cuidar paranoicamente de flores e não aceitar em hipótese nenhuma que alguém nelas pise sem querer e que tome tempo ou gere preocupações que nos faz abandonar algo, pouco ou muito a nossa volta. É dizer que "isto" ou "aquilo" é a minha vida.
Deus disse que Ele é a nossa vida e que a partir deste amor amassemos ao próximo como a nós mesmos. As vezes amamos mais as coisas, mesmo que pequenas e que parecem inofensivas, mais do que a Deus, mais do que a nós mesmos e não nos permite amar livremente e com maior vigor o nosso próximo.
É preciso, não digo destituir todas as coisas, mas começar a dar a elas os seus devidos lugares, vigiar melhor os nossos sentidos internos e externos, lutar para sentir um pouco mais do mundo da pessoa que está a nossa volta e não querer que isto ou aquilo que intitulamos de "nossa vida" não supere o sentir da vida pulsar em nós, no nosso próximo e em tudo o que está a nossa volta.
É preciso estarmos atentos, um pouco mais livres e conscientes de que devemos estar de prontidão para ajudar o nosso mais próximo, ser forte e livre o suficiente para amarmos a Deus verdadeiramente, em espírito e em verdade, amarmos um pouco mais a nós mesmos (amarmo-nos em nosso íntimos, sermos mais íntimos e confidentes de nós mesmos) e desprendido ao ponto de termos forças para agir em favor do próximo (e agir com alegria...).
Amar a vida com tudo o que ela nos oferece, amar os rios, as árvores, as flores, as poesias, as músicas, leituras, histórias e causos, animais e hobbies favoritos, mas de modo que tais não suplantem o desejo de felicidade que há em nós e nos leva a Deus.
quinta-feira, agosto 06, 2015
Em que consiste a Fé Católica: A pessoa de Jesus
A Fé é mais do que um sentimento humano, é uma adesão do homem em relação ao seu Criador e um comprometimento com os seus desígnios e à sua Revelação. A Fé Católica consiste totalmente em crer nas Palavras de Jesus, crer e seguir esta pessoa que viveu entre nós, sendo um de nós, que em tudo era como nós, com exceção no pecado (Cf. Hb II, 17).
Então a nossa fé não é algo vindo apenas de um desejo do homem de se voltar rumo ao seu criador desconhecido, mas é a adesão da busca empreendida pelo próprio Criador de se revelar e de nos encaminhar a nossa plena realização. Ele nos criou e Ele nos indica como devemos proceder para que Nele encontremos o nosso fim último, a nossa plena realização e a nossa plena liberdade.
Resumindo, devemos compreender que a nossa fé é a adesão das Palavras reveladas pelo próprio Deus. A Fé católica consiste em uma pessoa, o Kyrios, o Cristo, o Messias, que afirmamos com o coração todo, ser Jesus Cristo de Nazaré, Filho de Deus, nascido do ventre da Santíssima Virgem Maria, descendente de Davi, Rei e Salvador, Senhor de todas as coisas (Cf. Mt XVI, 16).
Por isso, a Fé não é um sentimento pessoal que ganha contornos conforme nossas conveniências e se trata de adesão a Fé proclamada pela Igreja. A Igreja acolhe a Revelação contida nas Sagradas Escrituras, na Sagrada Tradição e nas determinações provenientes do Sagrado Magistério, instituído pelo próprio Cristo, na pessoa dos Apóstolos e seus sucessores, sobretudo na pessoa do Apóstolo Pedro, chamado a confirmar os irmãos (cf. Lc XXII,32) na Fé e aos seus sucessores, os Papas.
Se já falamos que a nossa Fé é a adesão as Palavras Divinas e principalmente as que foram reveladas pelo homem Jesus, pois se tratam da plenitude da Revelação e confirmação de todo o Antigo Testamento, agora precisamos compreender este Homem, quem é Jesus ao qual depositamos toda a nossa Fé, toda a nossa confiança.
Seria impossível ser Cristão se não pela adesão da nossa Fé e razão ao que Cristo vem nos dizer, nos revelar do Pai (Jo I, 18). Então, fica-nos a pergunta: Quem é este Jesus, Filho de Maria, em quem eu deposito toda a minha esperança?
Passamos agora a mergulhar em um horizonte novo, em uma compreensão completa do sentido de nossa existência, vamos além da esperança e passamos a pisar em fatos concretos da proximidade e cumplicidade de Deus em nossa existência, em nossa caminhada rumo ao Bem Eterno, da plena realização do que podemos chamar vida, mas muito mais que apenas vida, mas sim vida em abundância (Jo X, 10).
Então, para confiarmos em Jesus e Nele depositarmos todas as nossas forças e fraquezas, alegrias e sofrimentos, enfim, o nosso respirar e o nosso viver, precisamos compreendê-lo de forma inequívoca e isto se dá de maneira dinâmica e permanente, não adianta querermos compreendê-lo apenas estudando ou lendo sobre Ele, mas é preciso que a cada dia nos relacionemos com Ele, pois Ele abre a nós esta possibilidade (Lc X, 22). Se nos abrirmos a Ele, então o compreenderemos, mesmo que se não de forma completa (pois se trata de um Mistério maior que a nossa capacidade de compreendê-Lo integralmente), o conheceremos e então, com o coração cheio de vigor e coragem poderemos afirmar a verdadeira face de Jesus ao mundo, ao nosso próximo (Jo XV, 26).
Jesus é verdadeiro homem. E assumindo a nossa humanidade em tudo ele é igual a nós. Porém Jesus, como dissemos, assume a nossa inteira humanidade, mas Jesus, o Verbo de Deus já existia antes da criação do mundo, por Ele o mundo foi criado e sem Ele nada foi feito. Ele é a Luz que ilumina a nossa vida (Cf. Jo I) e muitas vezes a tratamos com indiferença e até desrespeito, então, logo não poderemos conhecê-lo, ouvi-lo e muito menos seguir no Caminho, na Verdade e na Vida, que Ele nos propõe seguir, sendo Ele mesmo o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo XIV, 6).
Jesus é verdadeiro Deus, conforme o texto do Credo Niceno-Constatinopolitano. Portanto, as Palavras de Vida Eterna (cf. Jo 6,68) que Jesus nos diz derivam não apenas de um entendimento das coisas divinas, mas de Nele estar contido todas as coisas divinas. Jesus é Deus.
Jesus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Esta é a nossa profissão de Fé, na qual devemos avançar em compreensão. Profissão de Fé esta inalterada, intacta desde os princípios, portanto não descuidemos de compreendê-la, recorrendo a Fé e a nossa própria razão, que certifica que a nossa Fé não é inválida ou vã. Pois se não nos sentirmos tocados por e para esta realidade divina de Jesus, nunca poderíamos chamá-lo de Cristo, Senhor, Filho de Deus, Salvador e Rei.
Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A esta realidade da pessoa de Jesus chamamos de Hipóstase, Dogma de Fé, compreensão irrevogável da natureza de Jesus. Sem esta compreensão, a Fé Cristã se resumiria em mais uma teoria religiosa e não uma experiência de fato e tangível do Divino com o humano. Jesus é uma única pessoa com duas naturezas, completas, únicas e inseparáveis. Isto explica duas coisas, uma a pessoa de Jesus é adorável, por isso os reis do oriente que seguiram a estrela, ao encontrá-lo em um presépio se ajoelharam e O adoraram (Mt II,11).
Outra é que Maria é sim, Mãe de Deus, pois seu Filho Jesus é Deus, Filho de Deus e que existe desde sempre. Jesus, Filho de Maria é o Verbo encarnado em seu ventre e ao mesmo tempo um de nós no ventre de Maria, sem perder a sua essência divina Ele é concebido como homem.
Maria, Mãe de Deus. Nisso também consiste a nossa Fé. Maria recebe o título já na era primitiva da Igreja de Theotokos, ou seja, Mãe de Deus. Afirmamos com Fé firme nisto, não com a intenção de aumentar as glórias de Maria (a ela foram atribuídas as honras por parte do próprio Deus), mas nos faz sim, compreender o maravilhoso Mistério da encarnação. Maria encontrou graça diante de Deus, Maria transborda da Graça Divina (Lc I, 28), é a Arca de Deus, é a escolhida, a eleita e merece todo o nosso amor, toda as nossas honras, como seguindo verdadeiramente o 4º Mandamento da Lei de Deus.
Para confirmarmos isto, de forma Bíblica, basta ouvirmos a saudação de Isabel, sua parenta ao dizer com um maravilhoso e inequívoco impulso “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Cf. Lc I, 42-43)
Não é de menos importância entrarmos no Mistério da Encarnação com vistas na participação fiel e obediente da Santíssima Virgem neste Mistério da Salvação. Se obscurecermos o papel de Maria, sem dúvida resultará num obscurecimento da pessoa do próprio Cristo. A Revelação não se resume nas Palavras de Jesus, mas se fundamenta na pessoa inteira de Jesus. Jesus é o Verbo Divino, a Palavra de Deus encarnada, a Palavra personificada em nós, entre nós. Por isso, é preciso caminhar com Maria, é preciso ir até ela para que compreendamos no que consiste a Fé Católica na pessoa de Jesus Cristo.
Em Maria, o Verbo de Deus se faz homem, um de nós, é Deus conosco. Este um de nós, no ventre de Maria é a nossa única esperança, única possibilidade de alcançarmos a redenção e a liberdade para a qual fomos criados. Por isso, podemos pensar que Maria cuida de cada um de nós Cristãos, cuida da nossa redenção, carrega o Justo em seu ventre maternal, puro e imaculado e nos relaciona com Ele.
A nossa Fé consiste em seguir os passos e ouvir as Palavras do Filho de Deus e de Maria.
A Santíssima Trindade
Deus é uno e Trino. Eis o Mistério da Santíssima Trindade. Um Deus em pessoas três. Aderir a este mistério da Fé é um fundamento basilar de tudo o que temos conhecido, vivido.
“Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível. Todo-poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três pessoas mas uma só Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples.” (IV Concílio de Latrão)
Pequena e última reflexão
Bom, passamos rapidamente pelo que consiste a adesão da Fé. Agora paremos um instante e façamos uma reflexão. Jesus é o ponto de partida e de chegada da minha Fé Católica? Ele realmente tem sido o centro das minhas buscas por aumentar a minha Fé, amadurecê-la a ponto de sentir-me alimentado por ela?
É bem verdade que neste pequeno espaço e tempo em que desejamos passar um mínimo dos fundamentos da Fé Cristã, única e santa, não foi possível entrar em tantos outros pontos fundamentais de nossa Fé, mas desejamos que este texto possa significar um pouco de tudo o que é maravilhosamente lindo da Fé que salva. Tudo o que cremos e professamos origina-se e tem sua completude em Jesus Cristo, princípio, meio e fim. Tudo está fundamentado em Cristo. A vida, o amor, a justiça, o perdão, a Fé.
“Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza.” (II Cor VII, 9)
João Batista Passos
Apostolado Servi Christi.
segunda-feira, maio 18, 2015
Bênção das Grávidas
Segue trecho da Notícia da Bênção das Grávidas realizada na Paróquia São Sebastião de Alpinópolis, Diocese de Guaxupé, Minas Gerais:
No dia 17 de maio, mês dedicado à Virgem Maria, às Mães e às Noivas, às 10:00h da manhã, a nossa comunidade paroquial acolheu as gestantes e seus familiares para receberem a Bênção das Grávidas, como uma forma de promover os sagrados valores da Família e da vida humana. A Celebração foi presidida pelo Pároco Pe. Donizetti, que em nome de toda a comunidade recebeu as gestantes e seus familiares e os abençoou com uma bênção especial.
A celebração eucarística foi um gesto concreto de acolhida das crianças que estão por nascer e que ainda estão sendo geradas nos ventres de suas mães, mas sinalizando que estas crianças, bem como os seus pais já são queridos e sintam-se já cada vez mais inseridos no meio de nossa comunidade paroquial.
Maiores detalhes: http://familias.miliciadesantamaria.com.br/?p=291
terça-feira, março 31, 2015
Criação do Projeto Familiaris Vita
No dia 31 de março de 2015, lançamos um Projeto chamado Familiaris Vita, que é um seção delegada do IIFC (Instituto Internacional Familiaris Consortio - IIFC) para o IIFC Brasil, do qual fui escolhido como membro delegado.
A Vida Familiar visa promover de forma positiva os direitos e os valores propostos na raiz nesta sociedade natural que é a Família. Ser Família, fazer parte de uma Família não é um projeto teórico, mas é uma questão que nos é imposta pela natureza humana. Definitivamente somos seres familiares e esta se desenvolve por meio de valores primordiais que se condizem com a natureza humana. Qualquer inventiva de se recriar um modelo de Família ou de se empenhar em ataques contra ela é um ato contra a natureza humana e um atentado contra a pessoa e o seu direito natural.
Por isso, as Famílias formadas por todos os estados de seus entes (Pai, Mãe, Esposo, Esposa, Filhos, Irmãos...) requer que sejam promovidos altíssimos valores, que irão conceder a cada pessoa força e liberdade de crescer de forma segura. Desenvolver o entendimento das responsabilidades de cada ente familiar e em sua condição é fundamental.
A Família, célula mater da sociedade deve ser defendida a todo o custo, a tempo e a contra-tempo, mas mais do que isso, deve ser promovida como Santuário da Vida e Igreja Doméstica, ou seja, os valores que regem uma Família são mais do que meros direitos e deveres naturais, mas são de direito divino.
O Papa João Paulo II dizia que o "Futuro da Humanidade passa pela Família". E este é um fato. Quer defender os seus filhos, quer defender o futuro, defenda a sua Família seja na condição de Pai ou Mãe, Esposo ou Esposa, Filho ou Filha, Irmão ou Irmã... Defenda a Família!
Blog Famílias: http://familias.miliciadesantamaria.com.br
Facebook: http://Facebook.com/FamiliarisVita
sexta-feira, março 27, 2015
Carlos Aguiar se encontra com irmão de Shahbaz Bhatti
![]() |
| Paul Bhatti recebe material do Círculo Shahbaz Bhatti |
O encontro aconteceu na cidade de Fátima, e o sr. Carlos, criador do Círculo Shahbaz bhatti de apoio aos cristãos perseguidos, entregou ao sr. Paul um documento em que relata as atividades do círculo que leva o nome de seu irmão. Paul até então não conhecia as atividades da Militia Sanctae Mariae e do Círculo que leva o nome de seu irmão.
Um encontro providencial, indicando que o "sangue dos mártires é semente de novos cristãos".
Assista o vídeo "Shahbaz Bhatti, um homem com um sonho", produzido pela AIS.
sexta-feira, março 06, 2015
Salmo 1
Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.
sábado, fevereiro 07, 2015
I Jornada Capitular da MSM no Brasil
![]() |
| Cônego Alfredo, da Paróquia Santa Cecília em São Paulo, junto com os Escudeiros-Donatos e Freires D´Armas da MSM Brasil |
A I Jornada Capitular da Milícia de Santa Maria no Brasil foi um momento de renovação dos compromissos com a Regra, mas o mais marcante foram os diversos períodos de silêncio e de oração que ocorreram durante o dia 07 de fevereiro de 2015, na Igreja de Santa Cecília, na cidade de São Paulo.
Depois, de um dia com palestras e outras exortações realizadas pelo sr. Michel Pagiossi, Preceptor para o Brasil, a Jornada teve o seu encerramento com a Santa Missa celebrada pelo Pároco Cônego Alfredo, amigo e grande incentivador da Milícia de Santa Maria. Não posso deixar de expor a minha consideração que eu tenho pelo Cônego Alfredo, um grande Sacerdote da nossa Igreja, pessoa de um um coração humilde e com um sorriso sempre generoso.
Estiveram presentes na I Jornada Capitular da MSM Brasil, seguindo da esquerda para a direita na foto:
Sr. Ivair Cantelli (Freire D´Armas), sr. Bruno Farias (Escudeiro-Donato), sr. Michel Pagiossi
(Escudeiro-Donato e Preceptor para o Brasil); Rev. Cônego Alfredo (Paróquia Santa Cecília); sr. João Batista Passos (Escudeiro-Donato); sr. Kleber Batista (Freire D´Armas) e com a Bandeira da MSM, o sr. Danilo Rosa.
terça-feira, dezembro 23, 2014
Um mundo perfeito...(?!)...
| O mundo será mundo quando se render ao poder do amor divino Não.. esta não é uma mensagem de Natal... |
O mundo é bom, porém, imperfeito segundo a nossa concepção e condição de seres imperfeitos. Por isso, duvide dos discursos que desejam criar métodos para as virtudes, a virtude é querida, mas não há métodos para cultivá-la, há atos heroicos que as tornam concretas, e isto é realmente uma loucura segundo a nossa imperfeição, porém, muito querida por nós.
A criação de possíveis métodos para a criação de um mundo perfeito parte de um racionalismo sem-vergonha, que vislumbra a criação de uma humanidade metodicamente virtuosa e isso faz com que se exclua também a caridade e a misericórdia é posta de lado na convivência... deixamos de ser uma raça humana, pois com isso, inevitavelmente colocamos a nossa humanidade debaixo do tapete.
O mundo nunca se tornou melhor pelos métodos racionalmente sugeridos (inclusive, conseguiram tornar o mundo num lugar muito pior e de fato tenebroso... conforme experiências...), pelos governos que vislumbram colocar todos em uma mesma linha de existência, pelas leis puristas e excessivas que, apesar de parecerem algo metodicamente virtuoso, não se sustentam, pois exclui os atos de compaixão e misericórdia de nossos dias. Não me refiro a aplicação de punições aos erros, mas simplesmente da concepção de que virtudes se criam por meio de leis puristas, ideologias socialmente puritanas, excessivas e excessivamente falhas, por serem segundo a lógica, o caminho de uma humanidade perfeita.
Estes dias comentei com não sei quem que achou estranho, não aprendemos a amar as pessoas pelas suas virtudes, isso no máximo nos é capaz de gerar admiração, mas aprendemos a amar as pessoas através de seus defeitos, naquilo que em nossa doação possa ser superado, suplantado, cuidado, transformado...
O excesso de leis nos mata o espírito, definha a alma, aprisiona o bom senso, exclui a caridade... Se não estamos prontos a amar, se não estamos prontos a crer no heroísmo que requer as virtudes, estaremos prontos para vivermos num mundo miserável, uma espécie de clube que aceita somente pessoas ditas respeitáveis, sem misérias internas, desprovidos de erros, pecados... seres finitamente perfeitos...
Deus nos amou sempre e ama a todos por igual, desde a criação, mas o que O fez em pensar em enviar o seu único Filho, destituído de sua condição divina, enviá-lo como um miserável no meio de miseráveis se não um chute no balde das leis excessivas, da fábula de um mundo perfeito segundo as regras, de um mundo quase bonito por fora e tosco e fosco por dentro que nós sempre criamos e recriamos?
Foi pelas nossas deficiências que Jesus se fez um de nós, repito aqui o que já escrevi em outra feita, Ele veio fazer o que nós não gostaríamos, queríamos ou evitaríamos a fazer... Ele não nos informou quais as deficiências nossas seriam curadas e quais não seriam curadas... Ele simplesmente veio e reduziu tudo em amor (não vou dizer amor verdadeiro, pois se é amor é verdadeiro)... Ele esmagou o mundo caricato fundamentado nas metodologias criadoras de falsas virtudes, fechou as portas dos clubes dos perfeitos (que eram limitados demais para a grandeza para a qual Deus nos chamou...)...
Jesus reduziu ao máximo as regras, constrangendo-nos com as nossas teorias virtualizantes, constrangeu-nos com os nossos criadouros de virtudes flácidas e pouco eficazes (poderiam ser eficazes se houvesse na prática amor e misericórdia, coisa excluída do mundo de pessoas respeitáveis...)
Santo Agostinho, pela grandeza que o Espírito Santo o iluminou, reduziria todas as minhas palavras em "Oh, feliz culpa que nos trouxeste tão grande salvador..." Deus nos amou desde a concepção da criação de seres para serem a sua imagem e semelhança, mas Deus se viu "obrigado" a amar-nos ainda mais pelas nossas deficiências e levar este amor às últimas consequências... por isso, eu preciso esquecer os métodos, eu preciso esquecer a compreensão dos mistérios que muitos livros teimaram em me "revelar" e acabaram por limitar o tamanho que é o mistério... aliás, infinito...
Espero esquecer todas as regras que aprendi e me ater eternamente, em minha pobreza mendicante por um pouco de algo que não seja meu, amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a mim mesmo.... repetir isso até que fique gravado em minha cabeça dura e burra...
O mundo sofre por não amar suficientemente, e esquecemos que o mundo foi concebido por Deus à base da força do amor... na deficiência de amar planejamos, esquematizamos um mundo perfeito, quase sempre exteriormente, pois um mundo perfeito, com mais amor que parta de nós é realmente uma cruz mais pesada do que conceber um mundo exteriormente belo... as palavras que vislumbra um mundo melhor, quase sempre se esbarra na força do amor... o amor não deixa que a recriação de um mundo metodicamente perfeito e virtuoso seja plenificada... por isso a amor é ainda uma loucura incompreendida no mundo...
Ps. Pensando nisso, em escrever isso, me deparo com a mensagem de meu amigo Juliano Cizotti que resumiria tudo em uma dúzia de palavras...:
"A regra do amor é muito simples: ele nasce sem razão e se sustenta pela vontade. Ai de quem exige razões pra amar! Ai de quem quer que o amor nascido se sustente por inércia!"
terça-feira, outubro 28, 2014
Um só povo... sem dono e sem heróis...

Eu hoje vi e respondi alguns posts de pessoas que atacaram os brasileiros do Nordeste por causa da expressiva votação em favor da situação do atual governo... talvez, estes ataques sejam os mais lastimáveis fatos destas eleições.. mapas dividindo o povo brasileiro entre Norte e Sul... mas eu ainda vejo que tem pessoas que conseguem usar destes expedientes, totalmente reprováveis, para promover uma espécie de "paternalismo eleitoral"... tão ou mais reprovável do que a segregação... pois se o primeiro é reprovável por sugeri-lo, o outro também o é por querer confirmá-lo...
Eu acho ofensivo falar em dividir o Povo Brasileiro... só é povo brasileiro por estarmos todos aqui e juntos... caso contrário, poderíamos vislumbrar esta porção de terra chamada República Federativa do Brasil em um punhado de pequenas nações independentes... mas não.. isso aqui é um paizão só mesmo, sem donos e sem heróis... temos aversão aos heróis nacionais...
Eu vejo pessoas dizendo "venha aqui, meu nordestininho... vou defendê-lo desta raça sulista...".. Oxe, uai... será que o brasileiro do norte ou o do nordeste precisa mesmo de colinho, é?!.. Claro que não... se quer saber se tem um povo que é porreta, cabra da peste e forte pra caramba é o povo nordestino... forte de corpo e de espírito, lá estão os únicos que conseguiram codificar uma cultura essencialmente brasileira...
Meus filhos são descendentes de pernambucanos, e a única coisa que eu quero é que eles aprendam tudo sobre as suas origens, seja as daqui de Minas ou seja as de lá de Récife, Ólinda... lá eles tem parentes, tem primos, tem bisavós (uma faleceu este ano e eu a conheci e ela nos contou que viu frente a frente o sr. Virgulino Ferreira e a outra que já tem 103 anos de idade... é forte ou não, é?!)
E fica gente criando um vitimismo que não combina com o povo brasileiro.. brasileiro é sim simples e um povo generoso, marcado muito pela sua honra... as coisas aqui se medem mais pelos valores transcendentes do que por quimeras...
É hora de se manter forte, de pé... quem diz o contrário divide não só o norte e o sul, mas também pais e filhos, maridos e esposas... a divisão nunca foi um bem e altamente é condenável o cisma.
Brasileiros do Sul, do Norte, do Centro-Oeste, do Nordeste e do Sudeste... uni-vos ainda mais, ainda mais... se quisermos salvar o Brasil como País e o nosso povo brasileiro como Nação.
Quem quer nos dividir não nos quer brasileiros unidos... não querem saber se está no norte ou sul... quem quer dividir ou é muito idiota e não tem um amendoim na caixola ou quer fazer-nos uma nação dos "submissos" a eles contra os "insubmissos"... não caiamos nesta... somos um só povo brasileiro...
Oxe, uai... ou é Brasil ou não é?!.. Ou é Brasileiro ou não é... não temos donos e nem precisamos de heróis... e Deus está acima de tudo... For All...
quinta-feira, setembro 25, 2014
É Cristo quem nos atrai...
Hoje eu passei rapidamente na Igreja, pensei que estava
sendo descompromissado e um pouco desligado, quando eu caminhava e me
aproximava do templo, pensava como eu estava frio, como eu havia errado em umas
atitudes minhas (como pai e esposo, como trabalhador...)... enfim, eu sentia-me
distante do Senhor naquele momento, senti-me que não deveria nem entrar naquele
momento e voltar em outro momento em que o meu coração estivesse melhor sintonizado
com as coisas de Deus, que estivesse melhorado nas pequenas (e persistentes)
coisas do dia-a-dia. Fui me aproximando vazio, quase voltando atrás, mas neste
momento, senti em meu coração algo que me dizia que não era eu que decidi ir na
Igreja, naquela hora, mas que fui até lá atraído por Cristo... nestes momentos
simples é que Deus nos afirma o seu amor para conosco, nestes momentos, aquele
imenso e indescritível amor se torna um pouco mais compreensivo.
sexta-feira, agosto 22, 2014
Livramos Barrabás, condenamos Jesus...
O que você sente quando lê a passagem em que entregam Jesus e libertam Barrabás? A gente pensa "que povo sem alma, sem coração"... resumindo pensamos "que povo burro"... e ficamos tristes por pensar que se estivéssemos lá seriamos defensores da causa de Jesus.
Acho que precisamos compreender esta passagem bíblica de forma um pouco diferente... de uma forma mais passiva mesmo, não passional ou que não nos toque, mas que o ato de Cristo supera tudo o que pensamos, todos os nossos conceitos de bom e mal, certo e errado...
Pergunte-se. E se Jesus estivesse sido livre e Barrabás um dos mortos na cruz? O que teria acontecido? Qual a vantagem disso? Absolutamente nenhuma, seria mais um morto pelos seus crimes.
A nossa salvação dependeu daquele ocaso e ocasião, Jesus havia de sofrer e não querer isso por causa daquele piedosismo piegas teria criado a possibilidade de não termos sido salvos pelo Sacrifício perfeito de Jesus, o Cristo, na Cruz.
Aí pensamos, que a cruz é sempre cruz... Jesus foi convidado a provar que era o Filho de Deus... "desça daí se for o Filho de Deus"... Jesus poderia ter querido provar que era capaz de salvar ao mundo, salvando a si mesmo naquele momento...
Não olhar com sentimentalismo para Aquela vítima nos ajuda a compreendermos um pouco mais da infinita dimensão que toma cada gesto e cada ato de Jesus em sua paixão.
Ficar com "dó" de Jesus quando escolhemos entre Ele e Barrabás não é muito cristão. Jesus não abdicaria de seu amor por nós, Jesus era grande também diante da Cruz... Ele não a temia.
Ficar com "dó" é atuar como Pedro e correr o risco de num coitadismo passional digamos na verdade palavras tentadoras contra a Missão de Jesus...
Desde então, Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.
Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá!
Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!
Aqui estamos, nós e Jesus e Barrabás. Escolhemos quem para ser curcificado? Jesus ou Barrabás?
Como Cristãos, devemos ver um Deus que nos ama ao extremo e sem limites, que vai além e que seus gestos, por mais que nos pareçam limitados pelo nosso espaço e tempo vai muito além... Jesus é grande, é Senhor, Vive e Impera para sempre...
A parte: Hoje eu ouvi algo muito interessante, que a história do Cristianismo é mais do que a procura do homem por Deus, mas é a procura de Deus pelo homem... faz todo o sentido. Neste sentido, lembro-me também das palavras do Bispo Emérito de nossa Diocese, Dom José Geraldo... Deus ama a todos igualmente, assim como Ele amou grandemente Maria, Ele ama grandemente a todos e qualquer um, não o ama menos por ter sido bom ou por ter errado... a questão é quanto O amamos, o quanto nós nos abrimos para esta novidade do Amor Divino (tão antiga e quase sempre tão nova)...
sexta-feira, agosto 15, 2014
Igreja Santa e Santificadora
A Igreja é Santa, portanto, Santificadora. Assim. como a sua cabeça é o Santo dos Santos e deseja a santidade a todos os membros de seu corpo, que é a Igreja, podemos dizer que a Igreja é Santa e Santificadora.
Seria errado, usar, pelo menos sem um contexto explicitamente claro, que a Igreja é Santa e Pecadora, pois não é, a Igreja é terminantemente SANTA e nela não há pecados e nem manchas.
Quando se quer se referir ao pecado daqueles seus membros que pelas suas fragilidades cometem atos incoerentes ao que ensina, pede e nos capacita a Igreja, é bom que se refira ao pecado pessoal, particular ou mesmo os desvios cometidos por grupos, que atuam na contramão da Santidade exigida pela Igreja para que com Ela esteja em plena comunhão.
Dizer que a Igreja é Santa e Pecadora, não significa que pecadores entrarão no céu, mas significa que no próprio Céu o pecado estaria presente.
Para entendermos um pouco melhor, que a comunhão com a Igreja, ou seja, a aproximação de nós, seus membros e ainda pecadores, precisamos realizar pelas nossas vontades atos coerentes do que se pede a caridade da Igreja, ou seja, pela caridade abrimos mão de nós mesmos, de nossos egoísmos e servimos ao outro, ao próximo com amor (a tendência do nosso pecado é que não nos tornemos abertos, mas limitados e preguiçosos em ajudar)... este ato de redução de si mesmo em favor do outro pela causa do Evangelho e pela Construção do Reino de Deus já aqui na terra são elementos de comunhão em perfeita sintonia com a Igreja de Cristo (diga-se passagem única e santa)... Ao passo que nos tornamos membros pela nossa comunhão com a Igreja e com Cristo, nos santificamos, mas quando abrimos mãos e em nossos atos se tornam egoístas, mesquinhos, individualistas, autorreferentes, nos distanciamos conscientemente da Comunhão com Cristo, ou seja, com a sua Igreja e portanto, entendemos que o pecado não faz parte em nenhuma forma da comunhão da Igreja.
A Comunidade peregrina da Igreja tem em seu meio santos e pecadores (até é por causa dos Pecadores que ela existe.. se houvesse somente Santos a Igreja seria não necessária... como diria Augustinho de Hipona, Santo e Doutor "Ó feliz culpa, que nos trouxeste tão grande Salvador"), ou pessoas que se aproximam de formas diferentes, variadas, da comunhão da Igreja e da santidade como se afasta dela pelo pecado. Quando cometo pecado me afasto de uma perfeita comunhão com a Igreja, mesmo ainda que eu não perca a plena comunhão, dela me afasto.
O termo Igreja Santa não indica que ela é passivelmente santa, mas que é ativamente santa, que o brilho e seu resplendor de santidade atua pelos méritos de Cristo na vida de todos, e de maneira ordinária pelos batizados, que em sua liberdade, prestam o seu assentimento ao que pede Deus e a Igreja.
A santidade que alcançamos depende mais da Igreja do que de nós mesmos, pois a Santidade é a atuação da graça do Senhor em nossas vidas e dela dependemos, pois não há em nós nenhum mérito, mas tais méritos estão em Cristo, nosso Salvador e Santificador de nossas vidas. Por isso, podemos dizer que a Igreja é Santa e Santificadora, mas não podemos dizer, que a Igreja (com I maiúsculo) é Santa e Pecadora.
Por isso, ao ouvirmos que a "Igreja" é santa e pecadora, entendamos que não se relaciona o termo "igreja" a Igreja, mas a comunidade de fiéis, santos, pecadores e os mais ou menos.
Seria errado, usar, pelo menos sem um contexto explicitamente claro, que a Igreja é Santa e Pecadora, pois não é, a Igreja é terminantemente SANTA e nela não há pecados e nem manchas.
Quando se quer se referir ao pecado daqueles seus membros que pelas suas fragilidades cometem atos incoerentes ao que ensina, pede e nos capacita a Igreja, é bom que se refira ao pecado pessoal, particular ou mesmo os desvios cometidos por grupos, que atuam na contramão da Santidade exigida pela Igreja para que com Ela esteja em plena comunhão.
Dizer que a Igreja é Santa e Pecadora, não significa que pecadores entrarão no céu, mas significa que no próprio Céu o pecado estaria presente.
Para entendermos um pouco melhor, que a comunhão com a Igreja, ou seja, a aproximação de nós, seus membros e ainda pecadores, precisamos realizar pelas nossas vontades atos coerentes do que se pede a caridade da Igreja, ou seja, pela caridade abrimos mão de nós mesmos, de nossos egoísmos e servimos ao outro, ao próximo com amor (a tendência do nosso pecado é que não nos tornemos abertos, mas limitados e preguiçosos em ajudar)... este ato de redução de si mesmo em favor do outro pela causa do Evangelho e pela Construção do Reino de Deus já aqui na terra são elementos de comunhão em perfeita sintonia com a Igreja de Cristo (diga-se passagem única e santa)... Ao passo que nos tornamos membros pela nossa comunhão com a Igreja e com Cristo, nos santificamos, mas quando abrimos mãos e em nossos atos se tornam egoístas, mesquinhos, individualistas, autorreferentes, nos distanciamos conscientemente da Comunhão com Cristo, ou seja, com a sua Igreja e portanto, entendemos que o pecado não faz parte em nenhuma forma da comunhão da Igreja.
A Comunidade peregrina da Igreja tem em seu meio santos e pecadores (até é por causa dos Pecadores que ela existe.. se houvesse somente Santos a Igreja seria não necessária... como diria Augustinho de Hipona, Santo e Doutor "Ó feliz culpa, que nos trouxeste tão grande Salvador"), ou pessoas que se aproximam de formas diferentes, variadas, da comunhão da Igreja e da santidade como se afasta dela pelo pecado. Quando cometo pecado me afasto de uma perfeita comunhão com a Igreja, mesmo ainda que eu não perca a plena comunhão, dela me afasto.
O termo Igreja Santa não indica que ela é passivelmente santa, mas que é ativamente santa, que o brilho e seu resplendor de santidade atua pelos méritos de Cristo na vida de todos, e de maneira ordinária pelos batizados, que em sua liberdade, prestam o seu assentimento ao que pede Deus e a Igreja.
A santidade que alcançamos depende mais da Igreja do que de nós mesmos, pois a Santidade é a atuação da graça do Senhor em nossas vidas e dela dependemos, pois não há em nós nenhum mérito, mas tais méritos estão em Cristo, nosso Salvador e Santificador de nossas vidas. Por isso, podemos dizer que a Igreja é Santa e Santificadora, mas não podemos dizer, que a Igreja (com I maiúsculo) é Santa e Pecadora.
Por isso, ao ouvirmos que a "Igreja" é santa e pecadora, entendamos que não se relaciona o termo "igreja" a Igreja, mas a comunidade de fiéis, santos, pecadores e os mais ou menos.
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