terça-feira, outubro 28, 2014

Um só povo... sem dono e sem heróis...


Eu hoje vi e respondi alguns posts de pessoas que atacaram os brasileiros do Nordeste por causa da expressiva votação em favor da situação do atual governo... talvez, estes ataques sejam os mais lastimáveis fatos destas eleições.. mapas dividindo o povo brasileiro entre Norte e Sul... mas eu ainda vejo que tem pessoas que conseguem usar destes expedientes, totalmente reprováveis, para promover uma espécie de "paternalismo eleitoral"... tão ou mais reprovável do que a segregação... pois se o primeiro é reprovável por sugeri-lo, o outro também o é por querer confirmá-lo...

Eu acho ofensivo falar em dividir o Povo Brasileiro... só é povo brasileiro por estarmos todos aqui e juntos... caso contrário, poderíamos vislumbrar esta porção de terra chamada República Federativa do Brasil em um punhado de pequenas nações independentes... mas não.. isso aqui é um paizão só mesmo, sem donos e sem heróis... temos aversão aos heróis nacionais...

Eu vejo pessoas dizendo "venha aqui, meu nordestininho... vou defendê-lo desta raça sulista...".. Oxe, uai... será que o brasileiro do norte ou o do nordeste precisa mesmo de colinho, é?!.. Claro que não... se quer saber se tem um povo que é porreta, cabra da peste e forte pra caramba é o povo nordestino... forte de corpo e de espírito, lá estão os únicos que conseguiram codificar uma cultura essencialmente brasileira...

Meus filhos são descendentes de pernambucanos, e a única coisa que eu quero é que eles aprendam tudo sobre as suas origens, seja as daqui de Minas ou seja as de lá de Récife, Ólinda... lá eles tem parentes, tem primos, tem bisavós (uma faleceu este ano e eu a conheci e ela nos contou que viu frente a frente o sr. Virgulino Ferreira e a outra que já tem 103 anos de idade... é forte ou não, é?!)

E fica gente criando um vitimismo que não combina com o povo brasileiro.. brasileiro é sim simples e um povo generoso, marcado muito pela sua honra... as coisas aqui se medem mais pelos valores transcendentes do que por quimeras...

É hora de se manter forte, de pé... quem diz o contrário divide não só o norte e o sul, mas também pais e filhos, maridos e esposas... a divisão nunca foi um bem e altamente é condenável o cisma.

Brasileiros do Sul, do Norte, do Centro-Oeste, do Nordeste e do Sudeste... uni-vos ainda mais, ainda mais... se quisermos salvar o Brasil como País e o nosso povo brasileiro como Nação.

Quem quer nos dividir não nos quer brasileiros unidos... não querem saber se está no norte ou sul... quem quer dividir ou é muito idiota e não tem um amendoim na caixola ou quer fazer-nos uma nação dos "submissos" a eles contra os "insubmissos"... não caiamos nesta... somos um só povo brasileiro...

Oxe, uai... ou é Brasil ou não é?!.. Ou é Brasileiro ou não é... não temos donos e nem precisamos de heróis... e Deus está acima de tudo... For All...



quinta-feira, setembro 25, 2014

É Cristo quem nos atrai...

Hoje eu passei rapidamente na Igreja, pensei que estava sendo descompromissado e um pouco desligado, quando eu caminhava e me aproximava do templo, pensava como eu estava frio, como eu havia errado em umas atitudes minhas (como pai e esposo, como trabalhador...)... enfim, eu sentia-me distante do Senhor naquele momento, senti-me que não deveria nem entrar naquele momento e voltar em outro momento em que o meu coração estivesse melhor sintonizado com as coisas de Deus, que estivesse melhorado nas pequenas (e persistentes) coisas do dia-a-dia. Fui me aproximando vazio, quase voltando atrás, mas neste momento, senti em meu coração algo que me dizia que não era eu que decidi ir na Igreja, naquela hora, mas que fui até lá atraído por Cristo... nestes momentos simples é que Deus nos afirma o seu amor para conosco, nestes momentos, aquele imenso e indescritível amor se torna um pouco mais compreensivo.

sexta-feira, agosto 22, 2014

Livramos Barrabás, condenamos Jesus...

O que você sente quando lê a passagem em que entregam Jesus e libertam Barrabás? A gente pensa "que povo sem alma, sem coração"... resumindo pensamos "que povo burro"... e ficamos tristes por pensar que se estivéssemos lá seriamos defensores da causa de Jesus.

Acho que precisamos compreender esta passagem bíblica de forma um pouco diferente... de uma forma mais passiva mesmo, não passional ou que não nos toque, mas que o ato de Cristo supera tudo o que pensamos, todos os nossos conceitos de bom e mal, certo e errado...

Pergunte-se. E se Jesus estivesse sido livre e Barrabás um dos mortos na cruz? O que teria acontecido? Qual a vantagem disso? Absolutamente nenhuma, seria mais um morto pelos seus crimes.

A nossa salvação dependeu daquele ocaso e ocasião, Jesus havia de sofrer e não querer isso por causa daquele piedosismo piegas teria criado a possibilidade de não termos sido salvos pelo Sacrifício perfeito de Jesus, o Cristo, na Cruz.

Aí pensamos, que a cruz é sempre cruz... Jesus foi convidado a provar que era o Filho de Deus... "desça daí se for o Filho de Deus"... Jesus poderia ter querido provar que era capaz de salvar ao mundo, salvando a si mesmo naquele momento...

Não olhar com sentimentalismo para Aquela vítima nos ajuda a compreendermos um pouco mais da infinita dimensão que toma cada gesto e cada ato de Jesus em sua paixão.

Ficar com "dó" de Jesus quando escolhemos entre Ele e Barrabás não é muito cristão. Jesus não abdicaria de seu amor por nós, Jesus era grande também diante da Cruz... Ele não a temia.

Ficar com "dó" é atuar como Pedro e correr o risco de num coitadismo passional digamos na verdade palavras tentadoras contra a Missão de Jesus... 

Desde então, Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia.

Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá!

Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!

Aqui estamos, nós e Jesus e Barrabás. Escolhemos quem para ser curcificado? Jesus ou Barrabás?

Como Cristãos, devemos ver um Deus que nos ama ao extremo e sem limites, que vai além e que seus gestos, por mais que nos pareçam limitados pelo nosso espaço e tempo vai muito além... Jesus é grande, é Senhor, Vive e Impera para sempre...

A parte: Hoje eu ouvi algo muito interessante, que a história do Cristianismo é mais do que a procura do homem por Deus, mas é a procura de Deus pelo homem... faz todo o sentido. Neste sentido, lembro-me também das palavras do Bispo Emérito de nossa Diocese, Dom José Geraldo... Deus ama a todos igualmente, assim como Ele amou grandemente Maria, Ele ama grandemente a todos e qualquer um, não o ama menos por ter sido bom ou por ter errado... a questão é quanto O amamos, o quanto nós nos abrimos para esta novidade do Amor Divino (tão antiga e quase sempre tão nova)... 

sexta-feira, agosto 15, 2014

Igreja Santa e Santificadora

A Igreja é Santa, portanto, Santificadora. Assim. como a sua cabeça é o Santo dos Santos e deseja a santidade a todos os membros de seu corpo, que é a Igreja, podemos dizer que a Igreja é Santa e Santificadora.

Seria errado, usar, pelo menos sem um contexto explicitamente claro, que a Igreja é Santa e Pecadora, pois não é, a Igreja é terminantemente SANTA e nela não há pecados e nem manchas.

Quando se quer se referir ao pecado daqueles seus membros que pelas suas fragilidades cometem atos incoerentes ao que ensina, pede e nos capacita a Igreja, é bom que se refira ao pecado pessoal, particular ou mesmo os desvios cometidos por grupos, que atuam na contramão da Santidade exigida pela Igreja para que com Ela esteja em plena comunhão.

Dizer que a Igreja é Santa e Pecadora, não significa que pecadores entrarão no céu, mas significa que no próprio Céu o pecado estaria presente.

Para entendermos um pouco melhor, que a comunhão com a Igreja, ou seja, a aproximação de nós, seus membros e ainda pecadores, precisamos realizar pelas nossas vontades atos coerentes do que se pede a caridade da Igreja, ou seja, pela caridade abrimos mão de nós mesmos, de nossos egoísmos e servimos ao outro, ao próximo com amor (a tendência do nosso pecado é que não nos tornemos abertos, mas limitados e preguiçosos em ajudar)... este ato de redução de si mesmo em favor do outro pela causa do Evangelho e pela Construção do Reino de Deus já aqui na terra são elementos de comunhão em perfeita sintonia com a Igreja de Cristo (diga-se passagem única e santa)... Ao passo que nos tornamos membros pela nossa comunhão com a Igreja e com Cristo, nos santificamos, mas quando abrimos mãos e em nossos atos se tornam egoístas, mesquinhos, individualistas, autorreferentes, nos distanciamos conscientemente da Comunhão com Cristo, ou seja, com a sua Igreja e portanto, entendemos que o pecado não faz parte em nenhuma forma da comunhão da Igreja.

A Comunidade peregrina da Igreja tem em seu meio santos e pecadores (até é por causa dos Pecadores que ela existe.. se houvesse somente Santos a Igreja seria não necessária... como diria Augustinho de Hipona, Santo e Doutor "Ó feliz culpa, que nos trouxeste tão grande Salvador"), ou pessoas que se aproximam de formas diferentes, variadas, da comunhão da Igreja e da santidade como se afasta dela pelo pecado. Quando cometo pecado me afasto de uma perfeita comunhão com a Igreja, mesmo ainda que eu não perca a plena comunhão, dela me afasto.

O termo Igreja Santa não indica que ela é passivelmente santa, mas que é ativamente santa, que o brilho e seu resplendor de santidade atua pelos méritos de Cristo na vida de todos, e de maneira ordinária pelos batizados, que em sua liberdade, prestam o seu assentimento ao que pede Deus e a Igreja.

A santidade que alcançamos depende mais da Igreja do que de nós mesmos, pois a Santidade é a atuação da graça do Senhor em nossas vidas e dela dependemos, pois não há em nós nenhum mérito, mas tais méritos estão em Cristo, nosso Salvador e Santificador de nossas vidas. Por isso, podemos dizer que a Igreja é Santa e Santificadora, mas não podemos dizer, que a Igreja (com I maiúsculo) é Santa e Pecadora.

Por isso, ao ouvirmos que a "Igreja" é santa e pecadora, entendamos que não se relaciona o termo "igreja" a Igreja, mas a comunidade de fiéis, santos, pecadores e os mais ou menos.

quinta-feira, julho 24, 2014

Sou Poeta

Eu sou poeta

Se eu não fosse poeta, me obrigaria a sê-lo.
Mas eu sou, logo, não me obrigo a isso.
Não sou poeta por ser melhor,
Sou poeta por me ser doce pescar palavras.

quarta-feira, julho 23, 2014

É tempo de viver

Um homem havia perdido anos de sua vida, sem sair do lugar, passavam dias e noites e ele meditava sobre a vida, mas a vida passava constantemente pela sua janela e ele não a percebia, pois somente vivia para meditá-la. Em sua velha casinha em um bairro de uma cidade que ia crescendo dia-a-dia, construiu-se prédios, pontes, viadutos, templos, escolas, hospitais, as pessoas nasciam, cresciam e morriam e este senhor não se dava conta disso. Um dia, ele ao pensar na vida em sua casa, teve um raciocínio quase que fatal, sentiu-se envolto de uma vida vazia, de uma vida sem vida, sentiu-se como se estivesse em coma há anos e nada fazia sentido, não pensou em nada, pensou somente que a vida que ele procurara tanta iluminação ficou apenas um tenebroso vale de sombras, insosso, inexistente.

Pensou em sair de casa, como prestes a morrer por não ter encontrado em si o sentido de sua própria vida. Pegou o velho guarda-chuvas no qual acumulara bastante pó e nunca havia visto água, fazia sol lá fora, mas ele quis levar o guarda-chuvas como uma segurança a mais, em meio ao mundo que julgara desgovernado, caótico.

Ao sair, viu crianças indo para a escola e elas conversavam entre si, viu um policial prestando informações a um viajante que estava na cidade, viu a banca de jornais estampando revistas coloridas, viu moças e rapazes bem vestidos indo para os seus trabalhos. Viu um carrinho de nenem, olhou para a criança e a criança gratuitamente lhe sorriu e ele sorriu para a criança como que num impulso, nada pensado. Continuou a caminhar em meios as cores que o sol lhe trazia, somente estas pequenas coisas faziam mais sentido do que tudo o que antes ele havia pensado.

Havia pensado em um mundo sem cores, sem amor, desiludido com a sua própria obrigação de existir. Sim, o mundo também era isso, ele lembra disso, mas viu que a vida deu os seus jeitos, que a vida seguiu os seus caminhos, que em meio a vias tortuosas ela transitou e chegou radiante e linda ao dia de hoje, com sinais claros de seu vigor e força.

As teorias de nada serviam para provar nada, pensou ele consigo, se não houver movimento, cores, brisas, passeios e pedestres e principalmente se não houver uma persistente esperança no momento presente, no hoje e no agora.

Pensou que era tempo de correr, mas desistiu, era simplesmente o tempo de viver, de respirar da mesma forma que o mais rico homem do mundo e o mais miserável deles respiram, é tempo de dar um primeiro passo, sem olhar para trás e de crer ainda, um pouco mais na vida, amá-la, respeitá-la, nos momentos oportunos e inoportunos.

Ao anoitecer, ainda radiante com a vida cheia de cores, sons (e ruídos também), ele viu que tudo foi se esvaindo, que as pessoas sumiram das ruas e foram para as suas casas, até os bares noturno mais insistentes ele viu fechar, aprofundou-se no silêncio percebeu que havia perdido muito tempo, mas não quis teorias mais, quis sentir um pouco mais da vida que havia perdido e agora começa a recuperá-la.

Foi para a casa, antes de entrar, viu-a como um mausoléu, escura, abandonada, ainda fechada, sem cor, sem som, sem movimento. Entrou e desejou logo ir deitar-se e relembrar tudo o que havia visto, ouvido, tocado, mas não, pensou em arrumar a própria casa, tirar dela o pó, mudar os móveis de lugar, pensou até mesmo em ligar a velha vitrola com os velhos discos que há muito não mais ouvia e assim o fez, o fez de forma cautelar, para não atrapalhar a vida dos que dormiam.

Nas arrumações percebeu que havia perdido o seu guarda-chuva e riu disso, disse que para viver as vezes é também necessários correr riscos, grandes ou pequenos como perder um guarda-chuva velho.

Sentou-se e esperou o dia amanhecer e como num ato penitencial, decidiu não dormir, apesar de sentir-se cansado, pois havia passado a noite acordado e espirrando, devido aos fungos de toda a sua vida pregressa.

Ao sair o sol, saiu para a rua, tomou um um café na padaria e viu as pessoas conversando e percebeu que elas nem se conheciam, mas trocavam informações sobre futebol (lembrou ele que torcia para um time também) e perguntou sobre como o seu time havia ido no campeonato e disseram que quase foi campeão e que tinha bons jogadores. Tomou o café, despediu-se de suas amizades relâmpagos e foi caminhar.

De todas as construções ele viu que a mais bela ainda era a antiga Igreja do bairro, foi lá ver ela por dentro, viu a imagem do Cristo na Cruz e lembrou que ela estava lá quando ainda era criança. Aquela imagem fulminou-o por alguns segundos, sentiu-se que o amor era insistente pois o valor dos sacrifícios são também insistentes.

Pax et Fides!

João Batista Passos

O desejo de ser desejado

A alegria do ser humano constitui em um único elemento e este elemento é a forma com que se entrega ao amor de Deus. Entregar-se abertamente e de forma livre, entregar-se por querer entregar-se, por desejo expresso por atos de vontade.

Deus supera todas as nossas expectativas, Deus supre em nosso ser todas as necessidades, Deus nos ama e nos deseja.

Há um tempo, já há um bom tempo pensei em uma necessidade humana, que é o desejo de ser desejado. Todos nós temos este desejo e o praticamos das mais variadas formas, as vezes chegamos a sermos mesquinhos e absurdos ao intentar suprir em nós tal demanda, que é natural, porém, que não se apetece facilmente, antes estimula repetidas vezes os mesmos sentidos, sentimentos a ponto de beirar ou transformar-se em vícios que deformam a identidade de ser humano.

Porém, este desejo de ser desejado é natural, e é real que assim seja, pois quando fomos criados por Deus a sua imagem e semelhança, Deus nos amou de tal forma e imprimiu em nós também traços deste amor insondável, resumindo, Deus nos deixou claro que Ele nos ama tão ardentemente ao ponto de nos desejar, de pensar em nós e em cada um de nós, sempre (poderia dizer aqui que Deus pensa em nós em nosso dia e em nossa noite) e Ele nos quer em absoluto dar-nos respostas com este amor com que Ele nos criou e nos deseja.

Quando sentimos a presença de Deus nos mais simples gestos de abertura a sua vontade, sentimo-nos realizados de maneira real e concreta, não porque recebemos nestes atos algo em troca que nos seja visível ou palpável, mas que em nosso mais íntimo tem-se esta sensação de uma enorme e indescritível felicidade.

Quando eu penso nestas palavras e as pensei muito antes de escrever (penso nisso há alguns anos), e evitei de escrevê-las de qualquer forma (mas que de qualquer forma precisava escrevê-las e assim o faço de maneira simples), logo me dirijo ao que nos disse Santo Agostinho sobre isso:
"Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti."
Também, talvez, me faça compreender uma oração de Santa Teresa D´Avila:
Nada te perturbe, Nada te espante,Tudo passa, Deus não muda,A paciência tudo alcança;Quem a Deus tem, Nada lhe falta: Só Deus basta. 
Todos os nossos desejos, os mais secretos, os mais discretos, os mais íntimos ou os mais assumidos se resume em um, o de desejar o desejo de Deus por nós. Nesta compreensão assumimos a nossa identidade própria, pois diante do olhar de Deus nos compreendemos melhor, sabemos o quanto somos amados, sabemos o quanto Deus nos fez felizes e felizes mesmo.

O mundo, na tentativa de eliminar ou banalizar a presença de Deus, faz com que as pessoas descuidem disso, deste sentimento que lhes é próprio, mas que passam a "completar-se" ou a realizar-se pelas coisas que não lhes são sequer inerentes a sua natureza, mesmo que intimamente alarmadas pelo íntimo do consciente, tem se entregado cada dia mais a uma deformação sem limites da personalidade, degenera o sentido da pessoa humana, de si mesmo e da própria identidade e passa a se sobrepor tais desejos (fast-wishes) a vida humana e à própria vida.

Buscarão e não encontrarão, viverão uma vida sem vida, uma vida com repentinos momentos de realizações, muitas vezes necessariamente absurdos e extravagantes, mas que precisam ser repetidas, pois não se realiza o sentimento de ser desejado com amor, com o amor que só Deus tem por nós, por aquele amor que nos eleva, nos constrói, nos faz bem.

Só Deus basta e o nosso coração não repousará enquanto não sentirmos o quanto somos amados e desejados e o quanto este amor nos preenche substancialmente.

Pax et Fides!

João Batista Passos


segunda-feira, junho 16, 2014

Auto-referências e Referências

Quando o homem se perde com relação as verdades do mundo, há tanto tempo ensinadas por nossos pais, avós, pela Igreja, ele se desgoverna, perde a sua referência por achar que ele em si é a referência de tudo, a auto-referência é um erro que tem contaminado o mundo todo.

Ter-se como auto-referência é algo que nos esvazia intensamente e sendo assim, buscaremos procurar qualquer coisa que nos "preencha" o vazio, que satisfaça por pelo menos uns instantes o sentido de viver que se perdeu, ou até mesmo, já não mais importaremos com os parâmetros que nos deveriam ser os mais caros, a vida e a morte.

Já não se quer viver muito mais, a vida se torna sofrida, arrastada, tudo porque nos esquecemos da nossa posição no mundo e que as nossas referências devem ser o próximo, a família, a Igreja, a cidade, a sociedade e sobretudo, de maneira especial, Deus.

Abandona-se todas as referência, todas as medidas que nos forjam como nós mesmos, não somos mais presença de um todo, somos um quase nada querendo que o todo gire em torno da gente. E isso nos é mortal.

Somos feitos a imagem e semelhança de Deus e Deus se fez um de nós e é isto que é referência, o resto é parte de um complexo que se origina do coração de Deus, como eu disse acima, o nosso próximo, a família, a Igreja, a sociedade e claro que não vamos esquecer da gente mesmo neste admirável complexo do qual fazemos parte.

Esquecemos facilmente que o nosso ideal não é fazer o que brota do fundo do nosso coração egoísta, mas que a felicidade é fazer tudo aquilo que brota do coração de Deus e não há recompensa maior, mesmo que precisamos matar em nós, a duros e difíceis golpes o nosso egoísmo, a inveja, as nossas mentiras, a nossa auto-referencialidade. Não é fácil fazer-se "eunuco" pelas coisas de Deus, não é fácil pensar que devemos "morrer para nós mesmos para viver eternamente". Há uma certa dor na morte dos nossos impulsos, há uma certa dor porque somos demasiadamente inseguros e buscamos seguranças frágeis e tememos por abrir mão delas. Agarramo-nos em qualquer galho seco que se nos aparenta segurança. Mas com certeza iremos cair e esborrachar no chão, morreremos um morte involuntária.

Se nos esquecemos da referência da vida e da morte (no sentido amplo) ou no sentido da nossa vida e da nossa morte, nos esquecemos que a vida nos dá diariamente, várias vezes ao dia, chances de mudar os rumos, de querer fazer o certo, de abandonar os erros, os vícios. Mas a morte não, a morte não da chances e quando ela chega é irrevogável, pelo menos no presente momento. Se nos esquecemos disso, esqueceremos do quanto podemos mudar a nossa vida, o quanto podemos nos realocar naquele complexo de coisas que nos forjam, que nos formam, que faz de cada um de nós mais cada um de nós.

Não nos esqueçamos das referências desta vida, ou seja da vida e da morte, da família, do nosso próximo, de nós mesmos neste ambiente e não esqueçamos de Deus, que tem a primazia de toda a nossa referência, pois Deus é amor e todo amor brota do coração Dele e se quisermos, este amor invadirá o nosso coração, pequenino vaso com uma grande poção mágica, o amor a ser doado, multiplicado...

Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á. (São Mateus 10, 39)

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

O humanismo não é humano

O humanismo não é humano, constatou alguns pensadores da metade do século XX, eu prefiro o termo que o humanismo é desumano. Adotar crianças é uma prática não muito querida pelos humanistas dos direitos humanos, preferem apoiar a prática do aborto como meio de controle social, sobretudo das classes mais pobres... os direitos humanos já nascem mortos, e isso não é humano e nem direito. Adotar é uma medida de amor sim, mas melhor do que isso é investir na estrutura da Família e em suas características mais peculiares... Pai, Mãe, Filhos, Netos... mas isso, para muitos esquerdistas é uma estrutura "patriarcal, machista, opressora, degradante, retrógrada e ultrapassada..." então, prefere-se defender a justiça com a nova mentalidade materialista, que segundo eles é livre, espontânea, libertária e etc. A Família em sua formação natural não é algo querido pelos direitos humanos... estou correto?
Desde que se descobriu a questão da revolução cultural socialista, na qual onde não se se perdesse os valores culturais, sociais, históricos e até religiosos de um país do ocidente, a implantação do marxismo não seria possível, os partidos, a elite do pensamento marxista transferiu a revolta armada para a própria população, que assumindo as armas em punho, ganharam quase que o direito de roubarem, matarem, sequestrarem, atentando sempre com as estruturas e hierarquias sociais... resultado... os maiores indices de crimininalidade do mundo, sangue jorrando a milhares de litros todos os anos e tudo isso muito, muito banalizado... O ciclo do pensamento humanista dos direitos humanos é tão pequeno e por isso se torna rapidamente vicioso e leva o homem a uma espécie de loucura, onde tudo e todos se encerram em um ciclo rápido... isso não é humano e isso não é direito. Como pensar em uma justiça baseada inicialmente no direito a violência, no direito ao delito, no direito aos vícios... como pensar na sequencia destes jovens que sentindo-se amparados pelos seus direitos humanos (a frase é verdadeira, deveria se chamar direitos dos manos) e que a cada dia se sente mais atraído por esta vida de guerrilha, esta vida de vícios, esta vida de total irresponsabilidade para com a Família ou a total ausência de compromisso com o que resta dela?! Esta mentalidade de justiça, baseada na revolta armada de jovens somente os expõe a uma vida perdida, há uma vida desperdiçada... ninguém, absolutamente ninguém que pensa a nova engenharia social defende os direitos básicos das Famílias... inclusive o direito de educar os filhos... que cada dia mais se transfere para as mãos do estado plenipotenciário. Qualquer sociedade no mundo pode viver ou sobreviver sem ONGs, sem comissões de direitos humanos (que só olha um dos lados... portanto, uma organização injusta naturalmente)...mas nenhuma sociedade pode viver ou sobreviver sem a sociedade Familiar... no nosso caso, baseada em príncipios que reconhecemos como verdadeiros e morais... não tenho como defender nada e nenhum assunto de aspecto social que não defenda preliminarmente o respeito e a promoção da Família... E o que vemos: facilitação de todos os rompimentos de laços afetivos, consanguíneos, familiares... quais resultados observamos: jovens sem estrutura familiar, sem educação (ter filho hoje é uma ameaça a nova engenharia social), sem respeito (sem dar e sem receber...). Bom, como sempre, desculpe-me por toar de seu tempo... mas sempre tenho em mente a frase do meu avô João Neca: No Comunismo não há pai para filho e nem filho para pai... E é o que estamos vendo... jovens tendo que desperdiçarem as suas vidas por vários caminhos obscuros e muitas vezes sem retorno...

Isso não é humano e isso não é direito!

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Recepção na Militia Sanctae Mariae

Recepção de escudeiros-donatos
Recepção dos Primeiros Escudeiros-Donatos no Brasil
Paróquia Santa Generosa - São Paulo - SP
Iniciamos o relato de alguns detalhes em um tempo que antecede a própria recepção e que mostra que eu e todos os demais membros da Militia Sanctae Mariae no Brasil encontram-se em dívidas com a Nossa Suserana, que mostrou aos seus servos pequeninos a sua face e a sua terna proteção maternal.

A recepção teve diversos contra-tempos, desde a definição de datas, locais, pessoas envolvidas e os hábitos. O tempo ia passando e detalhes necessários pareciam não se resolverem. Não tínhamos um local para nos reunirmos, não tínhamos em definitivo um Sacerdote que acolhesse e atuasse a MSM e seus membros da maneira como se deveria, não tínhamos uma Igreja para sermos acolhidos, não tinhamos os modelos dos hábitos, não tínhamos quem assumisse esta responsabilidade, pois no Brasil, ninguém ainda conhecia um hábito de Freire ou de Escudeiro. Nos mantemos em trabalho, pensando, pedindo e confiando tudo nas mãos de Nossa Senhora.

Após encontros de alguns membros da MSM no Brasil com um Sacerdote, que mais tarde lhe citarei, os caminhos da Militia começaram a se abrir e tudo começou a se encaminhar, ou seja, sinal de que a Militia Sanctae Mariae tem o seu habitat dentro da Igreja e só por meio dela e nela e para ela é que tudo poderia acontecer e a partir de então, marcadamente, após a conversa com o Sacerdote e após a conversa informal com o Cardeal de São Paulo, na qual fora apresentada a MSM e seus ideais cristãos na Terra de Santa Cruz, que aliás, encontrou naquele breve momento informal com a simpatia pessoal do Cardeal. A partir destes dois pontos, sempre pautados em gestos de vontade e de liberdade por parte dos membros da MSM, a Divina Providência e Providência Maternal de Maria, Mãe do Redentor, começaram a agir com grande gratuidade e por isso e em tudo, rendemos louvores a Deus e sentimo-nos ainda mais, obrigatoriamente (não pela obrigação em si, pois desejamos fazer tudo com amor e liberdade, como forma de retribuição e de serventia) compromissados nos serviços que iriamos receber.

Tudo se encaminhou, a MSM no Brasil começava o seu caminho. Poderíamos pensar que o caminho havia começado há um tempo atrás, quando os primeiros servos de Nossa Senhora foram consagrados através da MSM. Não. Até então, os membros da MSM trabalharam para quererem, para demonstrarem atos de vontade e de prepararem esta caminhada, como num período de escuta, de discernimento, de preparação, de perguntas feitas com sinceridade e respostas dadas com convicções.

Todos os pontos que pareciam difíceis, travados, foram desfeitos, as vias estavam prontas para a nossa caminhada.

Os hábitos, que até então não tinha ninguém que os confeccionassem por não se terem modelos prontos, foram confeccionados em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, tarefa acompanhada de perto por Nossa Senhora, que nas palavras da costureira, Dona Nora, "fazer estes hábitos foi uma grande graça".

Pela graça de Deus, podemos conhecer e conversar com os Sacerdotes da Paróquia Santa Cecília, em especial o Cônego Alfredo, que nos receberam com grande gratuidade no Salão Nobre da Paróquia, com o qual, a Milícia de Santa Maria estabeleceu imediatos sentimentos de afeto e de agradecimento.

O Sacerdote que relatei no início, que nos dirigiu como proceder e assim, desde aqueles conselhos nos abençoou, foi o Padre Fábio Fernandes, que nos recebeu prontamente e de maneira muito carinhosa na Paróquia Santa Generosa e nos solicitou que empreendemos um combate dotado de uma santa intransigência com relação ao pecado. Não temos em absoluto palavras para agradecer a abertura das portas da Igreja Santa Generosa, que não deixa de ser a alusão perfeita de que a Milícia de Santa Maria no Brasil entra pelas Portas da Igreja Católica e a nela inicia os seu caminhar, os seus serviços, a sua peregrinação e a sua missão, para alargar cá embaixo as fronteiras do Reino de Deus.

É preciso dizer também, do grande espírito de cordialidade e fraternidade destes dias. Pessoas que na maioria dos casos se encontraram pessoalmente pela primeira vez, com aquela sensação exata de se conhecerem há muito tempo, demonstrando claramente que a fraternidade em Cristo nos une, nos aproxima e nos fazem irmãos, transparecendo assim, que a única e verdadeira forma de se estabelecer uma fraternidade universal entre as pessoas é por meio de Cristo, de sua Igreja e da presença materna da Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe.

Não podemos concluir esta pequena lauda, sem falar da extraordinária figura de nosso Provincial, o sr. Carlos Aguiar, que não mediu esforços para estar conosco, e ao cruzar o Atlântico, nos alegrou trazendo toda a genes da Militia Sanctae Mariae, um encontro essencialmente fundamental para a MSM Brasil, pois pode nos transmitir com grande fecundidade carga de Fé, Sabedoria e Militância enraizadas na Fé Católica da Militia. Deus o recompense pela enorme generosidade para com os membros da MSM Brasil.

Somos gratos a todas as pessoas que nos auxiliaram, que confiaram em nós e na proposta de vida regular e militante (Ora et Labora) da Militia Sanctae Mariae.

Pax et Fides!

João Batista Passos
Escudeiro Donato
Militia Sanctae Mariae


sábado, fevereiro 01, 2014

Recebido como Escudeiro-Donato

Recepção na Militia Sanctae Mariae
Recepção como Escudeiro Donato, no dia 01 de fevereiro de 2014, em São Paulo
Paróquia de Santa Generosa - Com Provincial Carlos Aguiar.

Por João Batista Passos
Escudeiro Donato
Militia Sanctae Mariae
Iniciamos o relato de alguns detalhes em um tempo que antecede a própria recepção e que mostra que eu e todos os demais membros da Militia Sanctae Mariae no Brasil encontram-se em dívidas com a Nossa Suserana, que mostrou aos seus servos pequeninos a sua face e a sua terna proteção maternal.
A recepção teve diversos contra-tempos, desde a definição de datas, locais, pessoas envolvidas e os hábitos. O tempo ia passando e detalhes necessários pareciam não se resolverem. Não tínhamos um local para nos reunirmos, não tínhamos em definitivo um Sacerdote que acolhesse e atuasse a MSM e seus membros da maneira como se deveria, não tínhamos uma Igreja para sermos acolhidos, não tinhamos os modelos dos hábitos, não tínhamos quem assumisse esta responsabilidade, pois no Brasil, ninguém ainda conhecia um hábito de Freire ou de Escudeiro. Nos mantemos em trabalho, pensando, pedindo e confiando tudo nas mãos de Nossa Senhora.
Após encontros de alguns membros da MSM no Brasil com um Sacerdote, que mais tarde lhe citarei, os caminhos da Militia começaram a se abrir e tudo começou a se encaminhar, ou seja, sinal de que a Militia Sanctae Mariae tem o seu habitat dentro da Igreja e só por meio dela e nela e para ela é que tudo poderia acontecer e a partir de então, marcadamente, após a conversa com o Sacerdote e após a conversa informal com o Cardeal de São Paulo, na qual fora apresentada a MSM e seus ideais cristãos na Terra de Santa Cruz, que aliás, encontrou naquele breve momento informal com a simpatia pessoal do Cardeal. A partir destes dois pontos, sempre pautados em gestos de vontade e de liberdade por parte dos membros da MSM, a Divina Providência e Providência Maternal de Maria, Mãe do Redentor, começaram a agir com grande gratuidade e por isso e em tudo, rendemos louvores a Deus e sentimo-nos ainda mais, obrigatoriamente (não pela obrigação em si, pois desejamos fazer tudo com amor e liberdade, como forma de retribuição e de serventia) compromissados nos serviços que iriamos receber.
Tudo se encaminhou, a MSM no Brasil começava o seu caminho. Poderíamos pensar que o caminho havia começado há um tempo atrás, quando os primeiros servos de Nossa Senhora foram consagrados através da MSM. Não. Até então, os membros da MSM trabalharam para quererem, para demonstrarem atos de vontade e de prepararem esta caminhada, como num período de escuta, de discernimento, de preparação, de perguntas feitas com sinceridade e respostas dadas com convicções.
Todos os pontos que pareciam difíceis, travados, foram desfeitos, as vias estavam prontas para a nossa caminhada.
Os hábitos, que até então não tinha ninguém que os confeccionassem por não se terem modelos prontos, foram confeccionados em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, tarefa acompanhada de perto por Nossa Senhora, que nas palavras da costureira, Dona Nora, “fazer estes hábitos foi uma grande graça”.
Pela graça de Deus, podemos conhecer e conversar com os Sacerdotes da Paróquia Santa Cecília, em especial o Cônego Alfredo, que nos receberam com grande gratuidade no Salão Nobre da Paróquia, com o qual, a Milícia de Santa Maria estabeleceu imediatos sentimentos de afeto e de agradecimento.
Recepção na Militia Sanctae Mariae
Colóquio no Salão Nobre
O Sacerdote que relatei no início, que nos dirigiu como proceder e assim, desde aqueles conselhos nos abençoou, foi o Padre Fábio Fernandes, que nos recebeu prontamente e de maneira muito carinhosa na Paróquia Santa Generosa e nos solicitou que empreendemos um combate dotado de uma santa intransigência com relação ao pecado. Não temos em absoluto palavras para agradecer a abertura das portas da Igreja Santa Generosa, que não deixa de ser a alusão perfeita de que a Milícia de Santa Maria no Brasil entra pelas Portas da Igreja Católica e a nela inicia os seu caminhar, os seus serviços, a sua peregrinação e a sua missão, para alargar cá embaixo as fronteiras do Reino de Deus.
É preciso dizer também, do grande espírito de cordialidade e fraternidade destes dias. Pessoas que na maioria dos casos se encontraram pessoalmente pela primeira vez, com aquela sensação exata de se conhecerem há muito tempo, demonstrando claramente que a fraternidade em Cristo nos une, nos aproxima e nos fazem irmãos, transparecendo assim, que a única e verdadeira forma de se estabelecer uma fraternidade universal entre as pessoas é por meio de Cristo, de sua Igreja e da presença materna da Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe.
Recepção do escudeiro João Batista
Recepção do escudeiro João Batista
Não podemos concluir esta pequena lauda, sem falar da extraordinária figura de nosso Provincial, o sr. Carlos Aguiar, que não mediu esforços para estar conosco, e ao cruzar o Atlântico, nos alegrou trazendo toda a genes da Militia Sanctae Mariae, um encontro essencialmente fundamental para a MSM Brasil, pois pode nos transmitir com grande fecundidade carga de Fé, Sabedoria e Militância enraizadas na Fé Católica da Militia. Deus o recompense pela enorme generosidade para com os membros da MSM Brasil.
Somos gratos a todas as pessoas que nos auxiliaram, que confiaram em nós e na proposta de vida regular e militante (Ora et Labora) da Militia Sanctae Mariae.
Pax et Fides!
João Batista Passos
Escudeiro-Donato - MSM

Mais imagens e reportagem, podem ser vista na Agência Motus Liturgicus.
Leia também o artigo escrito pelo Freire Kleber Batista.

quarta-feira, novembro 27, 2013

Alegria do Evangelho

Sobre a Exortação Apostólica do Papa Francisco, que aliás, não li e nem pretendo ler tão cedo, pois já foi-se o meu tempo de correr e querer ler um documento da Igreja só para estar "por dentro" e poder comentar item a item. Mas, pelo pouco que li, de, graças aos bons amigos que tenho e publicou trechos importantes da Evangelii Gaudium (que quer dizer "A Alegria do Evangelho" e não "O Evangelho da Alegria", isso é outra coisa...) percebi que este escrito de S. S. Papa Francisco tem um bom potencial para tirar os Católicos do lugar comum e fazê-los caminhar na Fé, e interessante enfatizar, que o Papa não quer somente um caminhar na Fé, mas um caminhar com ALEGRIA!!!...

Vi que há diversos comentários de trechos isolados, e isso não é o problema, pois eu o faço neste exato momento, mas trechos isolados recortados por Jornais seculares, que tem de mim toda a manifestação de que devem ser livres para expressar, é importante dizer que nem sempre possuem fundamentação teológica, histórica ou até mesmo cultural para emitirem informações confiantes e consistentes sobre os temas, muito pelo contrário, ou por falta de conhecimento, ou por pura oposição, ou por pura invencionice, lançam artigos no mínimo dispensáveis, para não dizer outras coisas.

Agora, o que eu percebi do pouco que li, em alguns trechos, é que o Papa não arreda um milímetro da Fé (Doutrina), porém, avança-se suficientemente na disciplina para causar mau estar em quem se preocupa mais com a forma do que com o conteúdo.

Duas tendências da Igreja tendem a se enrolarem com as ideias do Papa Francisco, os irredutíveis ditos Tradicionalistas, que tendem a desejar não só permanecerem na condição de defensores de uma Tradição Formal (o que em tese é importante, mas insuficiente por si mesma) e por isso, talvez se sintam ameaçados ao ler que a Igreja deve Caminhar e talvez o termo "uma Igreja em saída..." lhes cause estranheza. Não quero dizer aqui também que tradicionalistas não saem e não evangelizam e também que não evangelizam com alegria, mas há também os que se prendem, se fixam e permanecem demais nas formas e nas fórmulas um tanto quanto complexas, úteis sim, mas que se mostram pouco atraentes para a prática cotidiana do Evangelho, do anúncio, do algo maior e inexplicável mistério, que com amor devemos praticar.

A outra tendência, que parece festar mais com as declarações do Papa e pegar somente trechos entre as vírgulas que os convém, são os irascíveis modernistas. Estes parecem estar alinhadinhos com o Papa, ou melhor dizendo, parece que o Papa está alinhadinho com eles, sim, pois eles não se alinham a ninguém que antes não alinhassem a eles (Libertação impositiva esta dos modernistas eclesiais, não?!)

Esta tendência, sobretudo o da desqualificada Teologia da Libertação (desqualificada por seus métodos e práticas... isso não sou eu quem a definiu assim) irá pegar trechos da Alegria do Evangelho e irá transformá-la indubitavelmente no "Evangelho da Alegria", do que se pode tudo, tudo e tudo... até terminar por incutir o ser humano na qualidade específica de um animal irracional (engraçado que eles conseguem fazer isso com o ser humano julgando a tese modernista ser racional demais... eu não consigo entender...). Festinhas litúrgicas, abandono do Sagrado e a profanação de altares, muita pipoca e pouco zêlo... assim entenderão e farão "entender" a muitos que é assim que o Papa, agora alinhados a eles, deve ser.

Enfim, eu me sinto incomodado também, não sou modernista, não sou tradicionalista, não sou nada, só me considero conservador por crer que a Fé Católica é uma Fé transmitida desde as origens e que, pela Graça de Deus, chegou a este pobre e indigente criatura (opa, criatura não...) e que nem poderia pensar em mudá-la ao meu gosto, até porque se fosse ao meu gosto eu não iria querer mudar nenhuma religião, pois seria mais fácil não seguir nenhuma.

Mas, mesmo me sentindo incomodado pelo apelo do Papa em uma "Igreja que sai", me sinto as vezes também apavorado, vai que o 1 bilhão de católicos ouçam este sussurro de seu Pastor, compreendendo o que ele realmente quer dizer e resolve de fato sair ao mundo como peregrinos, missionários, Filhos da Igreja...?!?

Se o Papa nos pede para que saíamos em Missão... saíamos... Surgit, Eamus!!!

Per Mariam!