sábado, outubro 12, 2013

Vs.

eu ia postar alguma coisa...mas vioru um desabafo pessoal e não vou postar, mas to cansado das bandeiras dentro do catolicismo...
Neocons brigando com Rad-trads... ora, e pensar que eu não vejo sentido algum em um e em outro... e eles defendem arduamente suas bandeiras, suas catolicidades de praças públicas (leia-se internet)... ora, ora, e eu aqui, pecador, sozinho, procurando uma frestinha para olhar um algo mais sublime, um algo mais verdadeiro, tentando com paciência ter um motivo para melhorar... e que eu sou, neocon, radtrad, modernista, etc. São estas bandeiras que contrastam com a unidade que me fazem pensar "não sou nada", talvez isso seja realmente melhor do que firmar bandeiras nos punhos e desejar ser melhor ferindo o próximo com a haste e assim se determinar... sou melhor, mais católico, mais papista, mais isso ou aquilo... de fato brigam pela excelência de suas opções, mas em essência vejo pouco, vejo menos... talvez um dia eu quis segurar alguma bandeira, fazer um levante contra "os" que pensavam diferente e que deturpavam a multissecular Fé.. daí aprendi que só andei pra trás, que a minha fé passava a ser para a bandeira e não para Cristo. Espiritualmente, quase morri de fome, virei um nada, abandonei trincheiras coletivas e escondi-me em uma que pelo menos me leve a pensar mais em Cristo, na sua verdade, na sua essência, na essência de sua Igreja... talvez seja mais dificil assim, procurar a Fé em Cristo do que nas bandeiras...

quarta-feira, setembro 25, 2013

Ferido ao golpe da espada

"Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito - e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu." Apocalipse 3, 17

Estar estagnado nos caminhos da Fé Cristã é o pior que pode haver para qualquer um de nós, pois nos sentimos confortáveis e seguros, não corremos riscos. Isso pode nos ser bastante perigoso, pois ao passo que mais acomodados ficamos, vamos nos colocando na condição de julgadores das condições alheias. Nos esfriamos muito, nem percebemos que devido a pensar que estamos seguros e não corremos riscos, deixamos de rezar com fervor, isto quando não acontece de deixarmos de rezar, de ter um contato com Deus, porque ao passo que não saímos de nós mesmos, não saímos do lugar que estamos, deixamos de fazer absolutamente tudo, justamente por estarmos estagnados. Somos qual água parada, nos sentimos sinais de vida, mas se paramos nos tornamos fonte de doenças e infecções, isto espiritualmente é muito ruim, é péssimo, pois mesmo como água parada estamos certos de que somos água, já não vemos a lama e o lodo que em nós acumularam por estarmos certos de que não precisamos avançar, nos mover, nos retratar com o nosso próximo, conosco e sobretudo com Deus.

Nos tornamos preguiçosos, presunçosos, pecamos e estamos com os olhos fechados. Nos achando fortes, na verdade estamos fracos, e tudo ruirá como a casa construída em terreno arenoso. Virá uma chuva ou o primeiro vento e esta cairá.

Temos um enorme medo, e temos sim consciência disso, de abrirmos mão de nossas seguranças e comodidades em relação a fé em Cristo, por pensar que teremos que recomeçar e trilhar um caminho no qual teremos que abrir mão de nós mesmos. Temos a consciência disso e da dor que isso nos provoca. Caminhar para quem está confortavelmente vendo a brisa passar. Levantar e ir para quem está apoiado em alguma pequena obra ou em um pequeno mérito próprio, parece ser bastante penoso. E assim, não saímos do nosso lugar, de nós mesmos. Isto é perigoso. Como diria velhas máximas que "para cair basta estar de pé" ou que "para morrer basta estar vivo". E assim parecemos querer cair ou morrer neste nosso falso conforto e nesta nossa falsa segurança. 

Não há lugar seguro para aqueles que não se fazem pequenos, para aqueles que não se submetem confiantes e a todo o tempo e contra tempo em Deus. Não há definitivamente conforto para quem assim procede.

Para quem vive nesta situação de falsa segurança e de um conforto amolecedor, digo que é melhor ver de frente a morte, é melhor ver-se ferido ao golpe de uma espada, é melhor cair do que ver-se nesta situação. É melhor que o vento venha e derrube esta morada construída sobre pouca base e quase sem nenhum fundamento. É melhor que as nossas vestes nos sejam arrancadas em público do que nos mantermos conscientemente em meio a penumbra, nem nas trevas, nem na luz, nem frio e nem quente. Sim, é triste e pesado dizer isso, mas definitivamente é melhor assim.

Deus é capaz de nos permitir cair para sairmos desta situação de dormência, pois Ele nos ama e nos quer vivos, fortes, sadios em todos as circunstâncias, por isso as vezes tomamos de Suas mãos um empurrãozinho ao ponto de nossas pernas fracas não resistirem e caímos, mas estas mesmas mãos, se prontifica a nos levantar. Deus quer que saiamos do nosso lugar, de nós mesmos, quer que demos abertura ao seu Doce e inigualável amor. Deus nos deseja sempre e quando nos afastamos, nos deseja e nos espera com lágrimas, pois, abrimos mão de nos fortificarmos e de nos completarmos Nele e preferimos nos enfraquecer em nós mesmos, achando assim, estarmos seguros.

Porque, muitas vezes e muitas vezes mesmo, Deus se prontifica, mesmo contrário a sua vontade e a nossa liberdade, que caiamos? Porque o Pai quer que habite em nós, seus filhinhos a força que vem Dele, que vem de Cristo, quer dar-nos a vida nova que vem do Espírito Santo. Ele se prontificou a nos dar tudo o que nos foi preparado por herança e assim Ele quer e peleja de todas as maneiras que voltemos com imensa confiança e entrega os nossos olhos, os nossos ouvidos, o nosso coração, a nossa mente e a nossa alma, enfim, que nos voltemos dóceis a Ele pela prática do mesmo Amor que Ele nos oferece. Saiamos dos túmulos, deixemos nós mesmos de sermos sepulcros caiados (bonitos por fora, podres por dentro). Abraçamos a nossa vida que está em Cristo e saiamos de nós mesmos. 

Deus não quer que nos desfaleçamos em nós mesmos e não quer que sejamos acusados, pois apesar de que Ele nos permita que isso nos aconteça, justamente para que os nossos olhos abram e vejam, Deus deseja, que por caridade a nós mesmos e por meio de penitências e sacrifícios, nos esforcemos conscientemente para que saiamos desta "morte sonolenta" que insiste em acompanhar a todos nós que nos sentimos auto-suficientes e seguros de nós mesmos. Preferencialmente pelo amor, ou em outros casos, pela dor, pela vergonha, pela queda e às vezes mesmo, até pela morte que Deus nos mostra a nossa frente. 

O Apóstolo Paulo, que para se manter vivo na graça de Deus nos deixou escrito isso:

"Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade." (II Cor. 12, 7)

Sim, sim! Deus nos mostra o perigo, Deus faz-nos beirar o nosso mais íntimo medo, Ele mostra as nossas feridas e nos envergonhamos, porém, Ele nos livra do perigo, Ele nos livra do mal, Ele nos fortalece ao nos mostrarmos o quanto somos fracos, débeis, insensatos, mentirosos, injustos, desonestos.

São Paulo, o Apóstolo esbofeteado pelo Demônio, nos escreve também na mesma carta e no mesmo capítulo, no versículo 9:

"Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo."

E Deus não nos quer, ao nos preparar para a Vida que sejamos auto-piedosos demais, que ficamos da boca para fora pedindo um perdão insistente, Ele quer simplesmente que nos Levantemos, que com Ele caminhemos, de dia de tarde e de noite, e que quando o sono chegar, Ele possa feliz como a gente, velar pelo nosso sono.

Leitura da Carta dos Colossenses 3, 1-17:


1. Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
2. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra.
3. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
4. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.
5. Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria.
6. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.
7. Outrora também vós assim vivíeis, mergulhados como estáveis nesses vícios.
8. Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca,
9. nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios,
10. e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento.
11. Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos.
12. Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.
13. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.
14. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
15. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos.
16. A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais.
17. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
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Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum firmum innova in visceribus meis.

Ne proicias me a facie tua et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.
Redde mihi laetitiam salutaris tui et spiritu promptissimo confirma me.
Salmo 51, 12-14

segunda-feira, setembro 23, 2013

Castelos de areia ruem

Na vida ou construímos um castelo ou construímos um castelo de areia. O primeiro é árduo, um trabalho silencioso, não ocioso, no qual se se preocupa mais com as bases e fundamentos do que com as aparências. O segundo é alardeado, exibido, mostrado, sem silêncio, sem bases, sem fundamentos, mas é apresentável. Quando percebemos, se é que percebemos e é bom que percebamos, os nossos castelos de areia ruíram, viram nada mais do que um amontoado de areia, feio, deformado, sem começo e sem fim, sem sentido. Todos constroem castelos, uns de verdade outros não. Infelizmente, as nossas virtudes lançadas a fora faz com que haja uma proliferação de castelos de areia, cada dia se vê enormes obras que irão se desfarelarem com um pouco de vento, com um pouco de chuva e nem precisa muito disso, basta um pouco.

Para castelos de areia, brisas são tão violentas quanto furacões que batem em paredes dos castelos de verdade, a diferença é que castelos de areia não resistem às brisas, ao passo que castelos de verdade suportam furacões violentos. Um vira pó, o outro triunfa em pé nos tempos de bonança. 

Que caiam todos os meus castelos de areia, que virem pó, que sejam derrubados, transformados a nada, que sejam estes ridicularizados por todos os que passam pelo caminho. 

O que muda é que o mundo terá menos castelos de areia.

O que não muda, não deixo de ser um construtor de castelos.

Pax et Fides!

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O impacto no Prólogo da Regra


Hoje em dia estamos até mesmo um pouco mal acostumados com a letargia da Fé, sendo que esta muitas vezes é nos apresentada como um fator social pro-forma para preencher uma lacuna da vida das pessoas, uma Fé que se é apresentada de forma bastante diluída em um mundo bastante morno ou já bastante frio com relação a grandeza da revelação divina e da ação do Espírito Santo no mundo.

Se a Fé muitas vezes nos é apresentada como um "calmante", tendemos a não termos maiores anseios, maiores adesões, até mesmo maiores questões ao que nos revela a Fé, diminuindo-a diante de nós e diminuindo-nos diante dela.

A adesão à Cristo deve ser pensada de maneira ousada e nos requer um empenho total, a tempo ou a contra tempo, em momento oportuno ou inoportuno, mas deve ser total e buscar, humildemente o sentido de tal adesão, aceitação e a partir disso, iluminados pela conversão que o Espírito de Deus nos propicia, caminharmos livres e decididos na estrada da Igreja.

E de um ambiente a outro, a leitura do prólogo da Regra dos Cavaleiros de Santa Maria me foi um golpe, um golpe de espada em um momento em que o ambiente nos despertava muitas vezes a leveza da Fé, sendo esta quase sempre insuportável de ser sustentada. Por isso, compartilho com os que aqui passarem este trecho que foi o começo do meu caminho na MSM:

"Cristão que te preparas para ler esta Regra, liberta por um instante o teu espírito das preocupações terrestres, e mergulha o teu olhar no mistério de Deus. É nas perspectivas divinas, que és convidado a escolher um novo género de vida, caracterizado pela fidelidade absoluta ao Senhor. Porque este livro não interessa somente à tua inteligência, mas também à tua vontade, o teu corpo, os teus actos. Se aceitas o programa que ele te propõe, ser-te-á preciso tornaras-te um outro homem, um cavaleiro pronto a sustentar duros combates pela honra de Deus, decidido a construir um mundo cristão conforme ao desígnio divino. Se temes o esforço e procuras a tua própria tranquilidade, se aceitas sem revolta o reino da mediocridade, da hipocrisia e do vício, este livro não é para ti: fecha-o e continua na tua falsa paz. Se não, recolhe-te, e escuta."

Na terra, Deus nos chama mais para os desafios do que para a plenitude de nossos desejos, esta é a troca que fizemos, para que a vontade de Deus e seus desígnios seja amorosamente assumidos e que os nossos desejos e vontades sejam cuidadosamente tratadas a fim de mais e melhor servir a vontade do Criador. Sempre, seguro nas mãos de Santa Maria.

Não, ainda nem é fácil pensar e seguir isso, parece haver um embate constante entre o homem velho e o homem novo. O homem velho quando ameaçado de ser abandonado, parece propor-se a lutar com audácia, se não para morrer, para tornar o homem novo melhor.

Assim, caminhamos, diante de tal propósito, às vezes nos é o caso de baixar a cabeça e pensar "será que consigo", "será que posso". A estas perguntas o tempo nos dirá, a verdade é que o chamado a esta vocação me parece tanto ou mais insistente do que as minhas limitações e fraquezas. Estou de pé, cuidando para não cair.

Pax et Fides!

João Batista Passos
Militia Sanctae Mariae

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Hashtag #BrasilSemAborto

querem liberar aborto pelo risco do procedimento clandestino,ora, liberem então o roubo, pois tbm há riscos no procedimento

A ideologia vai contra a consciência natural e livre das mulheres, as remete para um obscurantismo em relação a sua natureza.

não há como justificar um aborto. As mulheres, as mais pobres sofrem a pressão de ideologia, como se ter filho fosse crime.

Eu creio na vida, no poder da vida. Quem apoia o aborto crê na morte, no poder da morte.

o problema do aborto é que somente pessoas vivas podem ser favoráveis... incoerencia e perversidade.

Virus, droga, tumor, doença? Não, Ministra, são crianças dignas portadoras do direito a vida.

Quer salvar a sociedade? Na próxima eleição meça os candidatos pelo valor que eles atribuem a vida.

A ideologia do aborto significa matar os mais pobres no ninho. O aborto é uma ideologia do cão.

O aborto é uma arma conhecida para controle social da pobreza. O aborto legal visa justamente matar as crianças mais pobres.

só o fato de pessoas quererem discutirem o aborto, mostra a demência que está chegando a nossa sociedade.

Falamos do aborto, a nova forma da cultura de morte que vem sendo proposta como solução para certos problemas...  

Steve Jobs agradece por não ter sido abortado... filho de pais pobres e adotado por uma família simples... mudou...   


Aborto, perseguição religiosa, limitação da democracia, ideologia contra a familia, segregações sociais,...

Um recém-nascido é a prova de que a natureza ainda não desistiu do ser humano. Já os pró-aborto. Já os pró- eutanásia.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Eu, um servo de Nossa Senhora?

Nosso Provincial, nos recebendo como Servos de Nossa Senhora

No dia 08 de dezembro de 2012, numa tarde tórrida, eu aqui na cidade de Alpinópolis, Michel Pagiossi e Bruno Farias em São Paulo, o sr. Luis Joaquim, na ocasião o único Freire D´Armas no País e seu filho Claudio Joaquim, se não me engano, em Campo Grande, para uma cerimônia que acontecia na histórica Capela de São São Geraldo, na cidade de Braga, Portugal e que iria ser transmitida via internet e quando ocorreria a nossa entrada na Militia Sanctae Mariae.

Dia da Imaculada, uma Santa Missa foi celebrada, versus Deum, o Padre na ocasião estava paramentado com casula romana azul, cor litúrgica somente permitida na Espanha e Portugal, devido a histórica devoção dos ibéricos a Santíssima Virgem Maria e com isso, possuem esta especial autorização da Igreja.

Celebrada a Santa Missa e realizadas as cerimônias estabelecidas para a recepção dos Servos de Nossa Senhora, lemos a nossa Consagração a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria, conforme o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Após a Consagração, nota-se um algo, não realizamos um rito burocrático e meramente ritual para se ingressar em Ordem, mas nos tornamos pequenos e humildes servos de Maria, era uma decisão para toda a vida, havendo algo de substancial em consagrar-se a Jesus pelas mãos santas de Maria, um algo que eu senti ser aquilo que é mais perene em todos os membros da Milícia de Santa Maria, o ser servo da Mãe de Deus e nossa Mãe e a ela servir com amor e carinho, servindo principalmente os mais pobres, aqueles mais pobres que nós.

Enfim, este foi um dia bastante intenso, bastante marcante, com sua tensão natural de quem, compreendendo a grandeza de uma missão, se entrega a ela conhecendo as suas limitações (espantosas limitações), talvez sentindo ser impossível cumpri-la, mas, grandemente confiado a Maria e a Jesus.

Eu, João Batista, servo de Maria, nossa Suserana e Rainha.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Um pouco da História da Milícia de Santa Maria

D. Gérard Lafon, OSB - Fundador da Milícia de Santa Maria e a
Carta de Ereção Canônica da MSM, em Chartres - França.

Militia Sanctae Mariae, Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria, também foi conhecida por Ordem dos Cavaleiros de Santa Maria, instituição católica fundada em 1945, posteriormente erecta canonicamente na Cripta da Catedral de Chartres (França) na vigília do Natal de 1969, pelo Bispo Diocesano, Monsenhor Roger Michon. O fundador, falecido no dia 31 de outubro de 2010, foi D. Gérard Lafond OSB, que na altura da fundação era estudante, tendo posteriormente professado como Monge Beneditino da Abadia de S. Wandrille. Na altura da fundação, D. Lafond teve todo o apoio do Abade da que viria a ser a sua Abadia, Dom Gontard.

Militia Sanctae Mariae, até 1972 definia-se como uma Ordem de Cavalaria, mas a pedido da Santa Sé, o XV Capítulo Geral, celebrado em Chartres naquele ano, decidiu que a MSM se definiria e apresentaria a partir daquele como uma “Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria”, sublinhando que não pede para si própria nem títulos, nem distinções, nem honras, nem privilégios. Simples associação de fiéis, deseja fazer reviver nos seus membros, por meio de observâncias espirituais, ritos, estudo e atividades aprofundadas, o verdadeiro espírito da cavalaria ao serviço da Igreja.



Primeiros Passos na Militia Sanctae Mariae

Materiais da MSM vindos de Portugal
Blog Novus Miles foi criado com a intenção de ser um contínuo relato da vida e ações da Militia Sanctae Mariae no Brasil, bem como o meu caminhar nesta via e no ritmo que a Regra nos imprime, que é nada mais do que amar a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja por meio do serviço que prestamos humildemente à Nossa Senhora, Nossa Mãe e Suserana.

Antes de querer trilhar por esta rica via da Igreja, foram muitas as conversas com o meu amigo Michel Pagiossi, grandemente entusiasmado com a identidade da Companhia Regular e Militante dos Cavaleiros de Santa Maria. Entrou em contato com um senhor cheio de vida e espírito que com toda a humildade do mundo procurou esclarecer-nos com grande honestidade o que era a MSM, suas origens, a sua identidade, o seu papel nos caminhos da Igreja. Tratava-se do sr. Cavaleiro e Provincial Carlos Alberto Aguiar Gomes, morador da Cidade de Braga, autor de livros e um extremo apaixonado pela desenvolvimento da fé e da verdade católica em toda a sociedade, ou seja, uma sociedade fundamentada na caridade e na fraternidade dos Santos Evangelhos de Cristo, ou seja, um soldado pronto a lutar para "alargar cá na terra as fronteiras do Reino de Deus".

Esta imagem acima são dos materiais que recebemos por aqueles meses do ano de 2012, pelos quais tivemos um contato muito intenso com os Ritos da MSM e principalmente com a sua Regra, que hoje a chamamos de nossa Regra. 

Preciso comentar que a Regra da Militia Sanctae Mariae, no momento em que eu a li pela primeira vez e a li com cuidado, me representou algo muito mais importante do que escolher um modus vivendi, um modus operandi nos caminhos da Igreja, mas uma providência divina, alcançada pelas mãos da própria Virgem Maria, que olhou para este pobre filho pequeno e pecador e nos concedeu um caminho de renovada fé, esperança e caridade. 

Antes de tudo, me oriento por isso, que mais do que alcançar a Regra, ter o sentimento de que ela me alcançou, por mandato de Nossa Suserana e Rainha, que compadecendo-se de mim, quis buscar-me e salvar-me por meio dos Caminhos da Milícia de Santa Maria.

Tudo para a maior honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pax et Fides!

João Batista Passos


Militia Sanctae Mariae

sábado, agosto 06, 2011

O principio da igualdade



Posted on 02 julho 2011
Por João Batista Passos


Por estes dias, conversando com um advogado e professor de direito, questionei a legalidade da decisão do STF sobre as uniões homoafetivas, que para mim, como lhe apresentei, é de uma ingerência absurda em país democraticamente organizado, pois há aqui poderes distintos do Estado de Direito, que acredito não precisar citá-los.

Ele com toda a sua experiência adquirida na lida com as leis, me disse que o STF fez correto, pois a constituição brasileira não possui uma leitura estrita de seus artigos e que subjetivamente, um direito possa ser interpretado de forma a expandir isso a todos e baseou-se no principio da igualdade para defender a validade da decisão do STF.

Questionei-lhe sobre a objetividade do artigo da CF, na qual reza que “para a proteção do Estado, reconhece-se a união estável entre um homem e uma mulher” e que a lei além de ser clara, cristalina, objetiva e restritiva, mesmo assim um poder, que não seja aquele que legisla, poderia ocorrer em tamanha fraude da leitura de uma artigo que mais direto impossível.

Ele retornou  que o principio da igualdade supera a lei, que não pode ser lida de maneira pétrea (olha o relativismo aqui). Ele disse também que as leis mudam conforme a sociedade muda e que este direito deve sim ser reconhecido pelo principio da igualdade e disse que o que não é proibido é permitido.

Concordei com ele, pois não conheço ninguém que atiram pedras em pessoas do mesmo sexo por conviverem juntas, podem não contar naturalmente com o apoio de grande parte da sociedade, mas que a mesma sociedade que não apóia também não se opõe a isso por ser decisões pessoais de outros e isso caracteriza claramente que o Brasil não possui em si uma natureza homofóbica como tentam pintar, pelo contrário, o brasileiro desde séculos passados é um exemplo para todo o ocidente, onde reconhecendo valores morais são capazes de reconhecer o valor das pessoas em diversos estados que se encontram.

Continuamos a conversa e voltei a questionar sobre a objetividade do artigo da CF, que defende a união heterossexual, não era demasiadamente objetiva para propor princípios de igualdade e reafirmando que esta lei tão absurdamente límpida, não deveria ser tratada apenas pelo poder legislativo, defendendo aqui as ordem das instituições nas quais este país se organiza e citei que o mesmo assunto havia sido tratado na Corte Francesa e que lá a resposta foi que o poder judiciário não tem competência para tratar deste direito e que isto era de competência do poder legislativo da França.

O advogado concordou comigo que este assunto deveria sim ser tratado na Câmara e Senado, mas que isso já estava lá por muitos anos e que o processo lá não se desenrolaria muito fácil, que estas decisões lá são muito agarradas. Ele também me disse que devemos colocar a compreensão moral dos fatos de lado e partir apenas para a questão do direito. Resumindo,  a questão foi decidida no STF pela carteirada dos Ministros do Supremo, de maneira parcial e apressada, consolidando os riscos de  um precedente perigoso para a democracia.

A opinião dele de que “se deve colocar a moral de lado” e partir de uma leitura direta das leis é um tanto quanto inaceitável, pois as leis são boas na medida em que reconhecem os direitos naturais e o espírito moral das coisas, se isto simplesmente é colocado de lado a lei pode se tornar perniciosa, errada e seus resultados serão maléficos a todos aqueles que as leis deveriam proteger. Ou seja, o conceito moral pelo jeito não deve fazer parte do processo das discussões das leis neste país, conforme o STF e o advogado, mesmo assim, conhecendo a tática de quem defende o indefensável, eu aceitei a proposta de colocarmos a moral de lado.

E continuamos a nossa conversa, muito saudável e respeitosa por sinal, mas a decisão do STF continuou baseada no principio da igualdade. Nestas condições um conhecedor do direito ganha milhas de vantagens sobre um leigo, porém, como em um jogo de xadrez, onde adversários elegantemente se enfrentam, resolvi um último lance naquela conversa, questionei ao advogado se a natureza da união entre homem e mulher não era substancialmente e em essência diferente da união entre pessoas do mesmo sexo, continuei questionando sobre a finalidade e repeti mais de uma vez sobre as diferenças essenciais entre os dois tipos de união não seria suficiente para argumentar que não se aplica a esta questão o principio da igualdade pregado pela mesma constituição.

Ele olhou para os lados, como que querendo olhar para esta possibilidade, mexeu a cabeça e disse “é…!?”. A conversa acabou por ali, como em um jogo de xadrez.

sábado, julho 30, 2011

Eu poeto sim

Se eu não fosse poeta, me obrigaria a sê-lo.
Mas eu sou, logo, não me obrigo a isso.
Não sou poeta por ser bom,
Sou poeta por me ser doce pescar palavras.

segunda-feira, julho 11, 2011

sábado, julho 09, 2011

Poesia as 6, quase 7

Nao era para acordar agora, hoje é sabado, dia de descanso.
Andei so e pensandp, o que realmente pauta a vida da gente.
Medir o mal de cada dia é possivel,
Mas medir o mal das pessoas nao.
Medir o bem de cada dia nao é possivel, mas das pessoas sim, é possivel.
Perdemos nossa medalha, ha tempos a perdemos.
Ser persistente, pois mudam os atos, nao o fim.
Empunhar a bandeira de ser quem somos, voltar a velha esperanca, que por ser unica é nova, possiv.
Barganhemos pertences, mas antes o mal pelo bem.
Se hoje dia amanheceu é porque ainda temos alguma chance.